Para Lyft, motoristas humanos nunca se tornarão obsoletos

Por Redação | 15 de Agosto de 2017 às 10h07

Enquanto todo o mundo automotivo, principalmente as empresas de transportes, aceleram em direção ao mundo dos carros autônomos, a Lyft decidiu ir na direção oposta. Ou, pelo menos, pegar um desvio, já que segundo seu diretor de produtos, Taggart Matthiesen, os motoristas nunca se tornarão obsoletos, ou, pelo menos, sempre existirá a necessidade de um ser humano no interior dos veículos.

Ele afirma que por mais que as pessoas não precisem mais, efetivamente, dirigir, elas podem ser necessárias para auxiliar no funcionamento do sistema, ou, por último, prestar outros serviços aos passageiros. Ele cita, por exemplo, ideias que já estão sendo estudadas ou funcionando em projeto piloto pela Lyft, como uma em que os motoristas também são qualificados para auxiliarem usuários com dificuldades de mobilidade ou durante tratamentos médicos.

Na visão de Matthiesen, as pessoas sempre foram o coração do funcionamento da Lyft e isso não deve mudar, mesmo com a chegada dos veículos que se dirigem sozinhos. Pelo contrário, para o executivo, a falta de necessidade de um motorista, no começo, vai exigir a presença de pessoas no carro apenas para explicar como tudo funciona e trazer a confiança necessária para os passageiros na utilização dessa nova tecnologia.

E depois, para o executivo, o céu parece ser o limite, com diversos serviços adicionais podendo ser aplicados às corridas de forma a fazer com que interação humana ainda seja essencial. Segundo ele, a Lyft vem se empenhado em ser mais do que uma companhia que leva as pessoas até seus destinos, adicionando possibilidades a esse pacote de forma a aumentar sua relevância e facilitar a vida dos cidadãos.

Além disso, claro, há de se levar em conta que a discussão sobre uma novidade substituindo a outra é frequente no mundo da tecnologia, mas, pelo menos no mundo dos carros autônomos, isso ainda deve levar alguns anos, se não décadas, para se tornar realidade. Além da própria Lyft, diversas outras companhias de tecnologia, concorrentes ou não, estão investindo e estudando essa categoria, mas, por enquanto, não há nem sinal de uma aplicação prática e comercial.

Fonte: Re/Code

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