Ônibus elétrico tem bateria para rodar um dia inteiro

Por Redação | 13.09.2016 às 11:19

Enquanto a Tesla se consagra como uma das companhias mais reconhecidas no campo dos carros elétricos, a Proterra deseja ser a mesma coisa para o transporte coletivo. E, ao apresentar um novo ônibus, ela demonstrou ser capaz de entregar um veículo capaz de suportar um dia inteiro com uma única carga, em uma alternativa que pode tornar muito mais limpas as estruturas de trânsito nas grandes cidades.

De acordo com a fabricante, o Catalyst E2 foi capaz de rodar mais de 960 quilômetros com uma única carga, em testes. Em condições de utilização real, com paradas, engarrafamentos e muita gente em seu interior, essa autonomia pode variar entre os 300 quilômetros e 480 quilômetros, mais do que suficiente para aguentar um dia inteiro de trabalho nas rotas mais comuns usadas em cidades dos Estados Unidos.

Mais do que isso, a Proterra teria feito isso com uma célula de energia do tamanho de um colchão de solteiro, cujo formato não apenas é menor que a encontrada nos veículos da Tesla, como também garante uma maior eficiência tanto no uso quanto na recarga. Com isso, a companhia deseja se posicionar não apenas como uma fornecedora de soluções para o transporte coletivo limpo, mas também de tecnologias que melhorem o segmento de veículos elétricos.

De acordo com a companhia, o mercado tem correspondido a isso. A procura não apenas pelos ônibus em si, mas também por chassis e outras peças teria aumentado consideravelmente, e por mais que ela espere lançar o Catalyst E3 apenas em meados do ano que vem, já está intensificando seus esforços de produção para dobrar o número de unidades produzidas tanto do novo modelo quanto dos antigos.

A perspectiva para este ano é que as vendas sejam 220% maiores que as do ano passado, e a duplicação na oferta deve acontecer até 2017. A Proterra promete fornecer a bateria do Catalyst E3 em uma versão customizável, que suporta de 440 kWH a 660 kWH de acordo com as configurações de potência, velocidade e utilização desejada, de forma que ônibus rodoviários, quem sabe, também possam utilizar o sistema em viagens curtas.

Entretanto, o investimento em uma tecnologia mais limpa é bastante caro, e por conta disso ainda pode levar algum tempo até que os ônibus elétricos sejam uma visão comum nas ruas das cidades. O Catalyst E2, por exemplo, está sendo vendido por US$ 800 mil, mais do que o dobro de um veículo convencional, que roda a diesel. A Proterra argumenta que o valor vale a pena não apenas pelos reflexos no meio ambiente, mas também devido a subsídios e parcerias, além da menor necessidade de manutenção em relação a um veículo movido a combustão.

Fonte: Proterra (PR Newswire)