Lyft se une a Alphabet em pesquisa de carros autônomos

Por Redação | 15.05.2017 às 13:23

Após alguns dias de especulação, a Lyft confirmou o fechamento de uma parceria com a Waymo, empresa do grupo Alphabet – originada a partir do Google – que é responsável por pesquisas com carros autônomos. As companhias não falaram em detalhes sobre a união, indicando apenas se tratar de uma junção para testes de veículos e o uso comercial da tecnologia.

A notícia, entretanto, está sendo vista como mais do que uma mera junção de interesses em comum para levar o desenvolvimento de carros que se dirigem sozinhos adiante. Seria também um posicionamento que rivaliza a Uber, que não apenas realiza pesquisas nesse setor, mas também está sendo processada pela Waymo por questões relacionadas a direitos autorais.

No centro da disputa está Anthony Lewandowski, um engenheiro de software que, após sair da Alphabet, fundou a Otto, uma startup de veículos autônomos que acabou sendo comprada pela Uber. Ele é acusado de ter roubado tecnologias registradas e outros segredos da Waymo para montar sua própria empresa, e agora, tais informações estariam sendo aproveitadas pelo aplicativo de transportes para levar seus trabalhos adiante.

A Lyft, claro, não se pronunciou com relação a esse direcionamento, mas não deixa de ter seus próprios interesses ao se unir à Waymo. A companhia, que é a principal rival da Uber em mercados como os Estados Unidos, também tem sua própria divisão de pesquisa com veículos autônomos, a Cruise, que, inclusive, possui uma parceria com a General Motors. A empresa vem realizando testes com modelos Bolt EV, da Chevrolet, e também recebeu um investimento de US$ 500 milhões por parte da montadora.

Toda essa expertise, agora, deve ser compartilhada com a Waymo, que também deve compartilhar seus dados com a Lyft. Mais do que isso, com dois nomes de peso unidos, fica mais fácil obter parcerias junto a fabricantes de veículos e também vender soluções comerciais que possam vir no futuro a montadoras interessadas, além de facilitar a utilização da tecnologia em frotas que rodem por aí.

Fonte: Reuters