EUA estão desenvolvendo sistema de comunicação à prova de interferência

Por Redação | 19 de Outubro de 2015 às 09h54

Em missões coordenadas, a comunicação entre a equipe é fundamental, enquanto a ausência desse aspecto pode significar a diferença entre vitória e derrota. É justamente pensando nisso que a DARPA (Agência de Projetos de Pesquisa Avançada em Defesa, na sigla em inglês) está desenvolvendo o DyNAMO, um sistema de comunicação entre aeronaves que pode resistir até mesmo a tentativas de interferência pelo inimigo.

A tecnologia funciona por meio de uma transmissão segmentada entre os diversos agentes em um campo de batalha, com cada um deles agindo não apenas como receptor, mas também como emissor da transmissão. Essa é uma tarefa que é mais difícil do que parece, uma vez que diferentes tipos de aeronaves possuem criptografias, sistemas de comunicação e esquemas bem diferentes entre si, o que poderia dificultar essa sinergia.

É justamente por isso que “tradutores universais” são um dos principais pontos de foco do DyNAMO. A ideia é trabalhar em uma plataforma que seja capaz de lidar de forma simultânea com diferentes tipos de transmissão e possua um limite de banda altíssimo, de forma a suportar tanto o envio como o recebimento de dados, além do processamento das informações em si.

Essa “central”, se é que podemos chamá-la assim, não funciona sozinha. Tirando uma nota de inspiração do mundo mobile, a DARPA trabalha para transformar cada uma das aeronaves de combate em um hub de transferência e processamento de dados. Assim, espera a agência, cria-se um ecossistema dinâmico e altamente adaptável, invulnerável a tentativas de interferência e capaz de funcionar em diferentes tipos de plataforma.

Um dos objetivos, por exemplo, é coordenar a utilização de aeronaves não-tripuladas e controladas por pilotos em um único cenário de guerra, sem que elas dependam do controle e instruções de um comando centralizado. Outro uso possível está em missões de reconhecimento, com dados sendo enviados em tempo real e traduzidos de forma a serem entendidos por diferentes sistemas.

Além de trabalhar na tradução e processamento de dados, o segundo desafio da DARPA é a questão da segurança. Afinal de contas, de nada adianta criar um sistema integrado, capaz de adaptar diferentes criptografias e comunicações, caso ele possa ser hackeado facilmente pelos inimigos. A ideia, então, é não apenas impedir que os adversários criem distúrbios que impeçam o contato, mas também garantir que não tenham acesso à informação que está sendo transmitida.

Fontes: DARPA, Engadget

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