Engenheiros testam drone criado em impressora 3D

Por Redação | 21 de Agosto de 2015 às 09h47

Um drone criado numa impressora 3D foi recentemente lançado a partir de um navio militar britânico e voou com sucesso em direção à praia, uma demonstração que poderia pavimentar o caminho para drones espiões futuristas. A novidade é uma criação de engenheiros da Universidade de Southampton.

A aeronave não-tripulada foi lançada da parte dianteira do navio da Marinha Real, o HMS Mersey. Ele voou de forma autônoma numa rota pré-programada de cerca de 500 metros em apenas alguns minutos, atingindo até 97 km/h de velocidade, e pousou com segurança em uma praia em Dorset, no sul da Inglaterra.

Conhecido como Southampton University Laser Sintered Aircraft (SULSA), o drone pesa 3 kg e tem uma envergadura de 1,5 metros. A fuselagem foi criada numa impressora 3D usando sinterização seletiva a laser com nylon, usado para fundir pó de nylon em estruturas sólidas. Ele foi impresso em quatro partes principais e montado sem o uso de quaisquer ferramentas.

A pesquisa foi conduzida por cientistas e engenheiros sob o nome de Projeto Triângulo. Em 2011, eles iniciaram os testes do primeiro avião não-tripulado inteiramente "impresso" do mundo. O Andy Keane, de Engenharia e Meio Ambiente da Universidade de Southampton, disse que o uso de drones como o SULSA está aumentando porque são relativamente baratos e rápidos de serem feitos. Drones como esses poderiam um dia ser usados para vigilância militar, porque podem voar quase em silêncio, de acordo com os pesquisadores.

"Normalmente, a tiragem leva 24 horas", disse Keane, em comunicado. "É preciso mais 24 horas para secar, então a partir do momento em que enviamos os arquivos para ter a peça em mãos, o processo leva 48 horas". Este tipo de conveniência pode ser inestimável para os militares, porque poderia permitir que combatentes criassem designs personalizados para drones de vigilância e os imprimissem no local do combate, como locais remotos ou até mesmo no mar. "Essas coisas poderiam ser impressas em qualquer lugar", disse Keane.

Com informações da Reuters e BBC

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