Drone antiterrorista mata reféns no Paquistão

Por Redação | 24.04.2015 às 09:28 - atualizado em 24.04.2015 às 09:53

De acordo com uma nota oficial liberada pela Casa Branca nesta quinta-feira (23), dois reféns da Al Qaeda no Paquistão - um norte-americano e um italiano - foram mortos por acidente em um ataque lançado pelos EUA usando um drone.

O caso aconteceu em janeiro e, segundo o jornal New York Times, o presidente Barack Obama assumiu a total responsabilidade pelo acidente e pediu desculpas pelos erros cometidos durante a ação antiterrorista. "Como presidente e comandante em chefe (das Forças Armadas), eu assumo completamente a responsabilidade por todas as nossas operações de contraterrorismo", declarou o presidente norte-americano para repórteres em uma entrevista coletiva na Casa Branca.

As vítimas da operação são Warren Weinstein e Giovanni Lo Porto, dois voluntários de ajuda humanitária que foram capturados pelo grupo terrorista Al Qaeda em 2011 e 2012, respectivamente. O governo dos EUA não explicou porque o caso só veio à tona depois de 3 meses.

Obama afirmou que a operação só foi levada adiante depois que centenas de horas de observação estratégica confirmaram que o alvo do drone se tratava de uma base terrorista e que não havia nenhum civil por perto, além de que "capturar o acampamento dos terroristas não era possível".

"A operação que levou os dois reféns à morte era legal e condizia com nossa política antiterrorismo", afirmou a Casa Branca. De qualquer forma, o governo norte-americano se comprometeu a investigar a fundo o porquê da operação ter dado errado e, assim, evitar repetir as falhas no futuro.

Via Slashdot