Dois milhões de carros elétricos já foram vendidos em todo mundo

Por Redação | 07 de Junho de 2017 às 12h33

O mercado de veículos elétricos fechou 2016 com uma grande marca – já são mais de dois milhões de carros do tipo em circulação em todo o mundo. A marca, acima das expectativas para a indústria, veio acompanhada de um aumento de 60% nas vendas de veículos ao longo do ano passado, um número motivado pelas quedas nos preços e grandes lançamentos.

Na medida em que o mercado cresce, certos domínios também vão sendo firmados. Os países da Europa, junto com a China e os Estados Unidos, contam com mais de 90% da frota de veículos elétricos em operação no mundo, enquanto a nação asiática é a maior fabricante do segmento.

Aos poucos os carros elétricos também vão tomando sua fatia e reduzindo a participação daqueles que rodam a combustível. A Noruega, por exemplo, é uma das recordistas dessa conversão, com cerca de um terço de todos os veículos vendidos no país sendo elétricos. A Holanda vem em segundo lugar, com 6,4%, seguida pelo Reino Unido, com 4,4%.

A Terra da Rainha é uma das pioneiras em políticas públicas relacionadas ao setor, com uma campanha iniciada em 2011 já tendo resultado em mais de 100 mil carros elétricos comercializados no país. Os números da International Energy Agency, responsável pela pesquisa, todavia, mostram que esse movimento tem muito mais a ver com a iniciativa dos consumidores do que com a iniciativa de governos ou montadoras.

No mundo, por exemplo, já são 2,3 milhões de estações de recarga, mas há uma proporção de seis espaços privados para cada ponto público. O Reino Unido também é um dos poucos países a contarem com políticas relacionadas à conversão, com França, Japão, Alemanha e até mesmos os Estados Unidos firmando, apenas agora, acordos com metas para a participação de carros elétricos. Eles desejam ver 30% de suas frotas sendo dessa categoria até 2030.

É uma noção que acompanha o desenvolvimento do mercado em si, com a International Energy Agency estimando que serão 140 milhões de veículos elétricos em operação no mundo daqui 13 anos. Os números, entretanto, podem mudar em meio às incertezas relacionadas ao Acordo de Paris, principalmente com a recente recusa dos EUA de se comprometerem às metas de redução no uso de combustíveis fósseis.

Enquanto isso, tanto as empresas do ramo petrolífero quanto montadoras não levam tal movimento em conta. Ambas preveem um aumento na demanda por veículos tradicionais e também por combustível, pois mais que exista um crescimento nas vendas de carros elétricos. Um dos grandes vetores, aqui, devem ser os aplicativos de carona compartilhada – além da ideia de que a gasolina pode ser usada para gerar, justamente, a energia para recarregar a bateria das máquinas desse tipo.

Fonte: The Guardian

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