CEO da Waymo diz que sua tecnologia poderia ter evitado atropelamento

Por Felipe Demartini | 26 de Março de 2018 às 10h29
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Há duas semanas, um veículo autônomo da Uber atropelou e matou uma pedestre na cidade de Tempe nos Estados Unidos. Agora, o CEO da Waymo, John Krafcik, afirmou que a tecnologia que está sendo desenvolvida pela subsidiária da Alphabet é robusta o bastante para evitar incidentes desse tipo.

Em sua primeira declaração pública desde o acidente, o executivo afirmou que seu sistema seria capaz de lidar com o incidente de maneira melhor, sem causar um acidente. Falando durante uma conferência da Associação Nacional de Concessionárias de Veículos dos EUA, em Las Vegas, Krafcik afirmou que a prevenção de casos assim está no cerne do que está sendo desenvolvido pela Waymo, tendo prioridade maior até mesmo do que a própria capacidade dos veículos de se guiarem sozinhos.

Apesar disso, o CEO não comentou se a companhia iria modificar seus planos de testes e experimentos com a tecnologia. Repercutindo o caso, que resultou na morte de Elaine Herzberg, de 49 anos, tanto a Uber quanto a Toyota suspenderam seus trabalhos em vias públicas onde possuem autorização enquanto aguardam o resultado de investigações e também um entendimento do que aconteceu. Para a Waymo, entretanto, o cronograma segue adiante, com os veículos da empresa rodando nas 25 cidades em que recebeu autorização para fazer isso.

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A declaração do executivo contraria relatórios policiais preliminares, que isentaram a Uber de responsabilidade sobre o acidente. Enquanto especialistas que tiveram acesso às imagens do caso afirmam que uma falha nos sensores do veículo poderia ter sido a causadora da colisão, as autoridades de Tempe afirmam que nem mesmo um motorista humano seria capaz de prevenir o atropelamento por causa da maneira como Herzberg invadiu a pista.

Ela teria surgido de uma área escura e oculta por árvores, entrando na via a poucos metros de uma faixa de pedestres. O carro da Uber estava ligeiramente acima do limite de velocidade, mas não teria freado antes da colisão – o que indica a tal falha nos sensores apontada por especialistas. A vítima perdeu os sentidos no local e morreu pouco depois, ao ser levada para um hospital da região.

Como uma amostra do que sua tecnologia é capaz de fazer, Krafcik exibiu um vídeo de carros da Waymo circulando pelas ruas da cidade de Phoenix sem motoristas. As cenas fazem parte de uma simulação, já que, pelo menos por enquanto, as autorizações dadas pelo governo exigem a presença de um condutor humano que possa assumir o volante em eventualidades. As cenas exibidas pelo CEO, entretanto, mostram como tudo será no futuro.

O executivo ainda disse que a notícia do atropelamento foi recebida com bastante tristeza pelos funcionários da Waymo. O caso foi o primeiro acidente com morte a envolver um veículo autônomo, em uma situação que, muitos apontam, pode significar novas sanções e impedimentos para testes em vias públicas. Por enquanto, entretanto, nada mudou da parte do governo, com todas as autorizações ainda valendo. As decisões de suspensão nos experimentos foram tomadas pelas próprias companhias.

Fonte: The Wall Street Journal

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