Baidu quer começar a fabricar carros autônomos em cinco anos

Por Redação | 03 de Junho de 2016 às 12h15

“Os bebês nascidos hoje em dia não precisarão de carteiras de motorista”. Essa é a visão de futuro do vice-presidente executivo do Baidu, Wang Jing, ao anunciar que a empresa já se encontra em fase avançada de testes com carros autônomos na China. A companhia tem um ambicioso plano de começar a produção em massa destes veículos em cinco anos, de forma que eles comecem a dividir as ruas com os motoristas de forma constante.

O “Google chinês”, como costuma ser chamado, é um dos principais players no desenvolvimento dessa tecnologia. Atualmente, vias públicas das cidades de Pequim e Wuhu, no sudeste do país, estão sendo usadas para experimentos com os carros, bem como uma área fechada em Xangai. Além disso, a empresa trabalha com o governo para obter licenças que permitam os testes em mais oito cidades, de forma a colocar os sistemas sob diferentes condições de tráfego, conservação e clima.

Justamente pela quantidade de testes que ainda estão sendo realizados, Jing afirma que a empresa ainda não encontrou, exatamente, a tecnologia definitiva que será usada em seus veículos. Isso vale tanto para a forma de detecção do que está à frente como para a comunicação entre os carros. Segundo o executivo, por exemplo, os veículos ainda não são capazes de reconhecer sinais como o de um policial solicitando a parada.

Entretanto, o Baidu aposta nos carros autônomos como a grande alternativa para melhorar o trânsito e trazer mais segurança para os chineses. De acordo com ele, 93% dos acidentes que acontecem no país são fruto de erro humano, uma característica que a companhia deseja extinguir com sua oferta de carros autônomos. Quem acompanha os testes que já aconteceram até agora, entretanto, sabe que esse tipo de coisa ainda acontece com frequência, o que torna os planos da gigante ainda mais ambiciosos.

Além disso, claro, o Baidu busca parcerias com empresas de táxi e de compartilhamento de carros, além de trabalhar com o governo para garantir leis que permitam o uso de veículos que se dirigem sozinhos. Para Jing, a legislação pode se tornar, em um futuro bem próximo, um dos maiores gargalos para a adoção em massa desse tipo de tecnologia, apesar de ter se mostrado confiante de que a China irá rever suas políticas de trânsito para abranger a novidade e também aprimorar sua malha viária para facilitar o desenvolvimento.

Ainda, o vice-presidente disse estar de olho no que outras companhias, principalmente o próprio Google, estão fazendo. Para ele, isso é essencial, pois o mercado de carros autônomos é grande o bastante para acomodar diversos nomes de peso, e dificilmente um player será responsável por uma grande fatia do mercado. Sendo assim, veículos de diferentes fabricantes devem acabar rodando lado a lado e, por isso, ele considera que esse trabalho de colaboração também será bem importante.

Fonte: The Wall Street Journal