Uso de drones cresce e expande mercado em São Paulo

Por Redação | 23 de Junho de 2014 às 11h56

O que parecia distante de nós brasileiros já se tornou realidade: o número de drones que vêm sendo utilizados no mercado nacional e para tarefas do dia a dia é cada vez maior. O aumento do número de empresas que atuam nessa área tem feito a competitividade disparar e o uso dos veículos aéreos não tripulados se tornar cada vez mais diferenciado. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Entre os setores que têm utilizado esse recurso estão agências de publicidade, seguradoras, empresas de construção civil, agricultores e também pessoas que desejam filmar e fotografar um evento por um novo ângulo.

Um dos exemplos mais recentes da utilização dos drones é a vistoria da cobertura do Itaquerão. O serviço foi feito pela DroneSP para uma seguradora. Originalmente, ele exigiria a presença de inspetores físicos, que não só teriam um acesso limitado ao local vistoriado como também colocariam suas vidas em risco.

Para os agricultores, os drones estão sendo utilizados para monitorar grandes áreas de plantação, tarefa que seria mais trabalhosa e cara sem o recurso. Para empresas de construção civil, os drones têm sido usados para avaliar terrenos, oferecer ao comprador a vista do apartamento antes da conclusão e também acompanhar obras.

Em São Paulo, entre as empresas que já oferecem serviços de filmagem em eventos está a DroneSP, que foi criada no fim de 2013. Outra empresa paulista do setor é a idrone.tv, uma das mais antigas, atuando desde 2010. A empresa trabalha principalmente com publicidade e nesses quase quatro anos tem visto a procura pelo serviço e o número de empresas do segmento crescer vertiginosamente.

idrone.tv

Entre as limitações dos drones está sua autonomia de voo, com uma capacidade de se manter no ar entre 5 e 15 minutos de acordo com o equipamento acoplado a ele. Eles podem chegar a até 150 metros de altura e alguns pesam menos de 2 kg. Apesar disso, o serviço não é dos mais baratos: a diária de um drone pode custar entre R$ 1.500 (modelo mais simples) e R$ 6.000 (modelo mais moderno e mais equipado).

Além desses fatores, ainda há um fator que dificulta o uso dos veículos no Brasil: a falta de regulamentação. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que regulamenta o setor, afirmou que até o final deste ano pretende redigir regras para o uso das aeronaves. Entre as mudanças que a agência pretende implementar está a proibição de voo sobre pessoas a fim de evitar acidentes e a proibição do voo sobre bens de terceiros.

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