Um em cada cinco carros estarão conectados até 2020, diz pesquisa

Por Redação | 27 de Janeiro de 2015 às 11h04

Para o Gartner, a indústria automobilística está passando por mais uma resolução. Em um novo estudo focado no mercado da Internet das Coisas, o instituto afirma que, até o final de 2020, serão 250 milhões de veículos ligados a algum tipo de conexão sem fio, representando um quinto da frota mundial de carros.

O número é surpreendente, mas a consultoria deixa claro que não representa os tão sonhados veículos que dirigem sozinhos. Embora o estudo também abranja esse tipo de veículo, o foco é mesmo qualquer veículo com algum tipo de ligação wireless, como sistemas de entretenimento, redes de emergência para alertas de acidentes ou congestionamento ou, ainda, carros que se conectam à rede caseira de seus usuários para que estejam ligados e na temperatura correta quando estiver na hora de ir para o trabalho.

Principalmente nos Estados Unidos e na Europa, toda as principais montadoras de veículos já estão incluindo sistemas desse tipo em seus principais veículos. A principal fomentadora desse movimento é a Tesla Motors com seus carros elétricos, mas também existem diversas iniciativas da BMW, Ford, Mercedes, General Motors e outras, que, por mais que ainda estejam em seus passos iniciais, já devem contribuir para que os motoristas conheçam a tecnologia e passem a contar com ela como parte integrante da experiência.

Além disso, o Gartner destaca um projeto da Comissão Europeia que deseja transformar todos os carros do continente em smartcars. A ideia é que todos os motoristas tenham, até o final de 2018, um dispositivo chamado eCall instalado em seus veículos, seja qual for o ano de fabricação. Por meio do aparelho, autoridades poderiam enviar detalhes sobre emergências, acidentes, greves ou melhores rotas, efetivamente conectando toda a frota do território.

Para o Gartner, iniciativas como estas fazem com que as conexões se tornem mais do que uma regalia presente apenas em veículos de luxo e algo que passa a fazer parte do dia a dia de todos os motoristas. E, assim como no caso dos smartphones, a ideia é que eles não queiram mais viver sem isso no futuro e, ao adquirir seu carro novo, prefiram modelos que já contem com opções de conexão, enquanto seu usado vai “ensinar” novos usuários a utilizar a tecnologia.

Além da ideia de mais vendas, a firma de pesquisas destaca as oportunidades que surgirão no mercado de tecnologia da informação como reflexo desse movimento. Como sempre, os clientes vão querer fazer mais com aquilo que têm e, sendo assim, sistemas de entretenimento e serviços mais complexos devem surgir com o tempo. Ou seja, é um bom momento para desenvolvedores de software, engenheiros, técnicos em interface e produtores de componentes embarcarem nesse ramo.

Apesar disso, na visão do Gartner, um sistema “padrão” não deve surgir ao longo dos próximos cinco anos. Assim como no mercado mobile, existirão alguns sistemas operacionais e soluções em amplo funcionamento, obrigando os fornecedores de software a desenvolverem aplicações para diversas plataformas, ou, então, focarem em uma delas sob pena de deixar uma parcela de potenciais clientes de fora.

Na mesma medida, esse crescimento também vai exigir mais atenção dos especialistas em segurança, já que os hackers estarão de olho em explorar os sistemas conectados de forma maliciosa. Apesar da ideia de um carro “hackeado” ser um tanto desastrosa, o Gartnet não acredita que essa possibilidade irá frear o avanço claro desse mercado.

Ganhos e economias

Mas a tendência de crescimento da Internet das Coisas, é claro, não se resume apenas aos carros. O Gartner prevê que, até o final deste ano, já serão 4,9 bilhões de dispositivos conectados funcionando em todo o mundo, um número de vai quintuplicar até 2020, chegando a, no mínimo, 25 bilhões.

Apesar dos relógios inteligentes estarem recebendo a maior atenção no momento, o instituto aposta suas fichas nas cozinhas inteligentes como o grande motor desse crescimento. Para a empresa, existe potencial para esse tipo de tecnologia não apenas nas casas dos consumidores, mas também em negócios como restaurantes e supermercados, aumentando os ganhos e, principalmente, reduzindo o desperdício.

Pedidos de suprimentos podem ser feitos automaticamente, enquanto o pessoal da cozinha é indicado, eletronicamente, a usar os ingredientes que estão mais próximos de estragar.

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