Uber está testando veículos elétricos nos EUA

Por Redação | 16.03.2015 às 17:02

O número de usuários do Uber em países da Europa e nos Estados Unidos não para de crescer, aumentando a necessidade de mais carros nas ruas. Para ampliar sua frota sem causar danos ao meio ambiente, a empresa firmou uma parceria com a montadora chinesa BYD para uso de veículos ecológicos do modelo e6. O projeto começou nesta semana, com 25 modelos equipados com motores elétricos, operando na cidade de Chicago.

A ideia é expandir o programa para mais cidades, e também para fora dos Estados Unidos. Nessa primeira etapa, os motoristas interessados podem realizar o aluguel dos carros da BYD por US$ 200 por semana a partir da organização Green Wheels, um serviço de aluguel de veículos que tem como objetivo adequar a oferta automobilística à necessidade dos usuários, permitindo que eles loquem modelos de acordo com a necessidade, em vez de efetivamente compra-los.

Para o Uber, a ideia é que os participantes do programa tenham menos custos que os motoristas “tradicionais”, que são responsáveis pela manutenção e abastecimento de seus carros. Aqueles fornecidos pela Green Wheels, por outro lado, são recarregados e recebem manutenção pela própria companhia, já que a ideia é que eles sejam devolvidos ao final do turno de trabalho. Os e6 são capazes de rodar cerca de 300 quilômetros a cada bateria cheia.

Contudo, não é possível comprar um carro da marca, uma vez que a BYD trabalha exclusivamente com transporte público ou comercial, como é o caso da parceria. É justamente por isso que a montadora não é tão lembrada nos EUA, como a Tesla ou a Nissan, uma vez que lida apenas com serviços de táxi ou frotas de compartilhamento de carros, como no caso do Uber.

Como o processo ainda está em seu início, a empresa ainda não apresentou números nem falou sobre o sucesso ou não da empreitada. De acordo com a agência Reuters, a companhia se mostrou bastante empolgada com a possibilidade de ampliar a presença de carros elétricos em sua frota já que, na mesma medida em que aumentam seus números de utilização e, principalmente, caronas compartilhadas, diminui o total de carros “tradicionais” nas ruas.