Toyota anuncia o seu primeiro carro comercial movido a hidrogênio

Por Redação | 27.06.2014 às 13:54

Enquanto ainda existe um forte apelo e uma crescente demanda por carros elétricos e híbridos no mercado, fabricantes como General Motors, Mercedes, Honda e Toyota estão projetando e procurando entender como tornar possível que carros movidos a hidrogênio consigam se adequar à necessidade de ter postos de abastecimento próximos e conquistar novos consumidores.

A Toyota acaba de revelar que seu primeiro carro comercial de célula de combustível de hidrogênio estará pronto para lançamento na Europa e nos Estados Unidos no próximo ano por US$ 69.000. O modelo é baseado no conceito FCV (Full Cell Vehicle), recentemente apresentado pela montadora em vários Salões de Automóvel ao redor do mundo.

Mas a maior preocupação das montadoras que estão desenvolvendo veículos movidos a hidrogênio é o fato deles ainda estarem muito atrás dos carros elétricos nas ofertas e postos de reabastecimento. Para remediar isso, a Toyota afirmou que venderá o seu novo carro apenas em áreas que já possuam infra-estruturas de reabastecimento de hidrogênio.

Em comparação com os carros elétricos, os veículos movidos a hidrogênio possuem várias vantagens, sendo que algumas delas se referem à autonomia e à rapidez no abastecimento. A maioria dos carros elétricos da Tesla demora em média mais de uma hora para entregar a carga totalmente cheia para ter 480 km de autonomia, já os postos de hidrogênio poderiam bombear gás de hidrogênio no tanque de um carro em menos de cinco minutos, muito próximo do tempo que atualmente um veículo movido a gasolina leva para ter o tanque preenchido.

O hidrogênio é gradualmente misturado com o oxigênio presente no tanque, produzindo uma reação eletroquímica que oferece uma autonomia superior e comparada à de um carro a gasolina. De acordo com a Toyota, um carro a hidrogênio com sua carga completa poderia viajar por quase 700 km. Contudo, a grande desvantagem do hidrogênio para os postos de abastecimento é o seu elevado custo de coleta, armazenamento e fornecimento em alta pressão.

No entanto, com compressores da Tesla tão baratos para se construir e manter, em especial os que são carregados a energia solar, a Toyota pode pensar que o lançamento de um carro com combustível de hidrogênio comercial acaba sendo a parte mais fácil, em comparação com a difícil tarefa de convencer os consumidores e levar postos de reabastecimento para perto de seus clientes.

Ainda, a versão de entrada do elétrico Tesla S custa US$ 60.000, com a taxa de manutenção para troca da vida útil da bateria inclusa. Em contrapartida, algumas montadoras já revelaram que os carros elétricos, pelo menos por enquanto, não oferecem uma grande margem de lucros, chegando até mesmo a oferecer prejuízo para a fabricante. O CEO da Fiat, Sergio Marchionne, afirmou recentemente que a sua empresa obtém um prejuízo de 14 mil dólares a cada modelo 500e vendido. O veículo é um elétrico baseado no conhecido e tradicional Fiat 500.