Tesla Motors está contratando hackers para melhorar segurança dos veículos

Por Redação | 28.08.2014 às 09:53
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Entre os dias 6 e 9 de agosto deste ano, aconteceu nos Estados Unidos a Def Con, um dos mais antigos e prestigiados eventos de segurança da informação do mundo. E entre hackers, especialistas e entusiastas participantes, estava o fundador da Tesla Motors, Elon Musk. Ele saiu de lá com pelo menos doze novos funcionários para sua companhia.

A ideia pode parecer estranha no começo. Afinal de contas, porque uma montadora de carros está contratando especialistas em tecnologia? Esse aspecto aparentemente bizarro, porém, desaparece rapidamente quanto pensamos que a Tesla é uma das primeiras empresas a realmente aplicar a tecnologia a praticamente todos os aspectos de seus veículos. Em vez dos tradicionais sistemas de entretenimento e mapas, temos aqui máquinas que são atualizadas via internet e recebem melhorias em praticamente toda sua extensão pela internet.

Agora, a empresa parece estar montando seu próprio time de especialistas dedicado a uma questão em particular: o fim das chaves convencionais. Para a empresa, o futuro da integração entre celulares e o mundo mobile se dará quando aplicativos puderem ser utilizados para praticamente tudo em um veículo, com apenas a direção, efetivamente, sendo realizada pela parte mecânica. É isso que explica o Stocks.org.

Esse seria mais um passo de uma estratégia antiga da Tesla Motors, que já contratou hackers antes para resolverem falhas de segurança ou localizarem bugs em seus sistemas. Algo, na visão da empresa, extremamente necessário quando se fala de um carro como o Model S, que permite ao usuário controlar a temperatura interna, as luzes, o sistema de som e a navegação mesmo que esteja à distância, tudo pelo celular. A ideia de abrir e fechar as portas dessa forma é uma evolução óbvia disso e já foi comentada antes pela empresa.

Agora, a empresa deseja efetivamente explorar esse aspecto, mas claro, não sem antes garantir que tudo vai funcionar de maneira segura. Afinal de contas, ladrões “tradicionais” de carros já são perigosos o suficiente e os consumidores não querem nem pensar em se preocuparem com criminosos virtuais que poderiam usar a internet para abrir o carro.

Entre as opções que estariam sendo estudadas pela Tesla estão o uso dos sensores biométricos do iPhone 5s e do Samsung Galaxy S5, aproveitando-se principalmente da ideia da segunda, de abrir sua utilização para parceiros. Seria essa maneira mais segura de dispensar o uso da chave comum, já que a impressão digital é única para cada pessoa do mundo.

Além disso, seria uma forma de facilitar o uso compartilhado de um veículo. Diversos membros de uma família, por exemplo, poderiam ter acesso ao carro a partir de seus celulares, sem a necessidade de realizar cópias de chaves ou passar o item físico de mão em mão. Assim, o processo seria facilitado e a Tesla obteria mais uma vantagem sobre seus concorrentes.

Todas essas ideias, porém, ainda não têm data para serem implementadas no mundo real. Apesar de já ter falado algumas vezes sobre o caso, a Tesla informa que as funções conectadas para abrir portas ou ligar o carro ainda não estão disponíveis, algo que só vai acontecer quando elas forem plenamente seguras. Levando em conta a versatilidade dos hackers, será que esse ideal é realmente possível?