NASA pretende lançar desafio para construção de veículo voador estilo 'Jetsons'

Por Redação | 18 de Outubro de 2012 às 17h30

A NASA está considerando lançar um desafio: quem conseguir desenvolver um drone (aqueles aviões não-tripulados, sem pilotos em seu interior) autônomo capaz de sobrevoar, com segurança, os céus lotados dos Estados Unidos, ganhará uma recompensa de 1,5 milhão de dólares (aproximadamente 3 milhões de reais). Saiu no Slashgear.

Como parte em potencial do programa Centennial Challenges, o desafio chamado Unmanned Aircraft System Airspace Operations Challenge (em tradução livre, desafio de operações para sistemas de areonaves não-tripuladas no espaço aéreo) está em busca de um sistema funcional de pilotagem de drones que seja capaz de rastrear ou evitar colisões com outras aeronaves, mesmo aquelas que não estejam equipadas com a mesma tecnologia de inteligência artificial.

O produto final poderia ser um drone de vigilância ou de qualquer outro tipo, desde que consiga permanecer no ar por longo tempo, sem intervenção humana.

No momento, a NASA está apenas lançando a possibilidade de um desafio, solicitando propostas de não mais de cinco páginas de extensão que comentem as regras e diretrizes previstas, declarem a intenção de participar ou forneçam feedback sobre o que um drone autônomo deveria ser capaz de fazer.

"A abordagem que está sendo considerada exigiria competidores capazes de manter uma divisão segura do tráfego aéreo, enquanto operassem suas unidades não-tripuladas no céu congestionado, sob uma variedade de cenários", explica a NASA. "Isto será conseguido através do uso de tecnologias para sentir e evitar [obstáculos e colisões]".

Se a NASA decidir prosseguir com o desafio, os primeiros testes começarão em 2013. A primeira parte - Nível 1 - partiria do pressuposto de que todos os outros dispositivos em voo fossem equipados com o mesmo sistema ADS-B (Automatic Dependent Surveillance Broadcast, ou Sistema Automático de Transmissão e Vigilância Auxiliar), utilizado para comunicar a posição exata da aeronave.

No entanto, o Nível 2 removeria tal pressuposto e exigiria que os sistemas equipados com ADS-B fossem capazes de operar com segurança em torno de aeronaves não tão modernas ou atualizadas. Os drones também deveriam ser capazes de se compunicar verbalmente com o controle de tráfego aéreo, em situações de falha do ADS-B, por exemplo.

Os drones já são amplamente utilizados em situações militares, porém seus controladores não ficam a bordo das aeronaves. Ao invés de possuir navegação autônoma, os drones geralmente conseguem manter sua posição, mas requerem pilotagem remota para se moverem no espaço aéreo.

É claro que qualquer sistema eventual que resulte deste desafio não deva ser útil apenas para drones. Um avião sem piloto não necessariamente deve ser não-tripulado; ele pode conter passageiros. É aí que entra a similaridade com Os Jetsons: os carros voadores do desenho ainda estão um pouco distantes da realidade, mas os sistemas ADS-B poderiam ser o primeiro passo em direção a veículos independentes, que poderiam sobrevoar com segurança os céus acima das estradas engarrafadas.

Confira as diretrizes preliminares do desafio lancado pela NASA:

A competição de Nível 1 (L1C) irá focar na capacidade dos competidores de pilotar em trajetórias quadri-dimensionais (4DT), para oferecer uma expectativa razoável de onde eles devem estar e quando estarão lá, além disso, eles devem empregar, com sucesso, o Sistema Automático de Transmissão e Vigilância Auxiliar (ADS-B), manter distância segura de outros sistemas ADS-B no espaço aéreo e operar, com segurança, em várias situações de contingência.

A competição de Nível 2 (L2C) irá ampliar as exigências em cada uma dessas áreas, enquanto acrescenta um requerimento para manter distância segura de aeronaves não equipadas com sistema ADS-B e um requerimento de que o veículo seja capaz de se comunicar verbalmente com o sistema de controle de tráfego aéreo, em condições de perda de comunicação [falha do ADS-B]. Os competidores devem ser obrigados a ter um sistema de simulação Hardware-in-the-Loop (HiLSim) para seu veículo de voo.

Idependente de ser lançado, o desafio mostra que já existem tecnologias que podem ser utilizadas em favor de civis, e não apenas em campos militares. É provável que, em poucos anos, já estaremos passeando por aí em carros voadores parecidos com o de George Jetson.

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