Companhia que cria jetpacks fatura mais de R$ 60 mi em oferta pública de ações

Por Redação | 27.02.2015 às 08:00
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Voar faz parte da imaginação do homem há muito tempo e, ao que tudo indica, aviões e helicópteros não são o suficiente. Assim sendo, o próximo passo natural nesse sentido é o desenvolvimento de “mochilas voadoras”, os famosos jetpacks, capazes de fazer uma pessoa voar individualmente como Arnold Schwarzenegger no filme “Um Herói de Brinquedo”.

O neozelandês Glenn Martin também partilha deste sonho há 34 anos, quando começou a desenvolver o seu próprio jetpack em uma oficina caseira na cidade de Dunedin, Nova Zelândia. Passadas mais de três décadas, a Martin Aircraft realizou nesta terça-feira (24) a oferta pública inicial de suas ações na bolsa de valores da Austrália e arrecadou A$ 27 milhões (cerca de R$ 61 milhões) para dar sequência às suas pesquisas. Com informações do Mashable.

Mas a história da companhia já conta com um modelo de jetpack que sofreu pesadas criticas. P protótipo foi apresentado ao mundo em 2008, durante uma feira de produtos aeronáuticos experimentais em Oshkosh, Estados Unidos. Seu desempenho passou longe do ideal, com ele voando apenas cerca de um metro acima do chão por alguns instantes, gerando análises duríssimas na imprensa especializada.

Passados três anos após a exibição fracassada, Martin revelou sua mágoa com a reação da imprensa. “Você passa 28 anos da sua vida desenvolvendo algo e eu não pedi nada para fazer isso… Eu apenas queria ir a Oshkosh e introduzir o jetpack no mundo da aviação”, contou a um jornal. “E então todas aquelas pessoas vieram e começaram a falar coisas negativas sobre ele e foi bastante doloroso. Mas isso apenas deixa você mais determinado”, ponderou o cientista.

Martin Jetpack

O que não mata, fortalece

Esta frase se aplica bem à relação de Martin tanto com as críticas quanto com a sua paixão pelos jetpacks. De 2008 para cá, muita coisa mudou para melhor no Martin Jetpack: nos testes mais recentes em que realizou, a máquina foi capaz de voar por mais de 30 minutos, alcançando velocidade de 74 km/h e altitude de cerca de mil metros, com ou sem piloto.

Tecnicamente, o Martin Jetcpack não é um jetpack em si, visto que não utiliza jatos para ganhar os céus. Ele é uma espécie de helicóptero em tamanho reduzido que pode ser acoplado às costas, pois utiliza hélices de fibra de carbono para conseguir sair do chão. Ele foi desenvolvido para ser leve e consumir pouca energia, garantindo, assim, um maior tempo de voo.

No mercado em 2017

Como o Martin Jetpack é menor e mais ágil do que um helicóptero convencional, podendo pousar e levantar voo em lugares inacessíveis para um veículo maior, a ideia é que ele seja inicialmente utilizado na segunda metade de 2016 em serviços de emergência. No ano seguinte, a companhia programa o seu lançamento público — e uma unidade não deve custar menos do que A$ 250 mil (cerca de R$ 565 mil em conversão direta).

Você teria coragem de voar em um Martin Jetpack?