A Skynet está aí: novos caças prestes a zunir no mesmo céu dos aviões

Por Luciana Zaramela | 10.07.2012 às 18:30

O Exército norte-americano anunciou que havia completado uma demonstração de duas semanas de um novo sistema de sensor baseado em terra para seu sistema aéreo não tripulável MQ-1C Gray Eagle (foto). Isso irá permitir que os operadores detectem e evitem colisões com outras aeronaves. O caça não terá um controlador humano dentro de sua cabine.

O Exército está pronto para iniciar o processo de certificação junto à Administração Federal de Aviação (FAA) para permitir que o Grey Eagle voe sem restrições no espaço aéreo nacional. Espera-se que o caça vá ao ar para treinamento em março de 2014.

Gray Eagle

Fabricado pela General Atomics, o Grey Eagle é um descendente do Predator e custa cerca de US$ 90 milhões. A unidade de médio alcance terá seus esquadrões em várias partes dos EUA. Sua primeira "casa" será no Texas. Quatro instalações serão feitas na sequência: no Kansas, na Georgia, no Kentucky e na Carolina do Norte, até 2015.

A FAA enfrenta um prazo para integrar veículos aéreos não tripulados em seus regulamentos para aeronaves domésticas. Segundo um mandato assinado em fevereiro, a FAA precisa seguir muitas regras para o licenciamento destas unidades no espaço aéreo norte-americano. Tais regras deveriam entrar em vigor em maio, para que as licenças para estes caças acelerados começassem a ser emitidas a partir de agosto.

Os defensores da privacidade, junto à American Civil Liberties Union e outras organizações, expressaram preocupação sobre a operação de sistemas aéreos não tripulados por agências governamentais. O receio é de que estes sistemas podem ameaçar a privacidade dos indivíduos, uma vez que a vigilância em larga escala seria algo persistente. Os membros da indústria do sistema aéreo não tripulável publicaram, em resposta, um "Código de Conduta" para os fabricantes e operadores destes caças, garantindo operações seguras e não invasivas, de acordo com circunstâncias definidas.

Divididas em seções intituladas "Segurança", "Profissionalismo" e "Respeito", as orientações têm forma de promessa. O código de conduta ainda inclui uma lista de fatores que devem ser incorporados na avaliação de risco de operação de um destes sistemas.