Minorias se destacam nas cadeiras mais importantes do Vale do Silício

Por Redação | 18 de Agosto de 2015 às 15h50

A falta de diversidade está presente em vários campos profissionais e o famoso Vale do Silício não fica de fora. Porém, uma rápida olhada nessa região da Califórnia, que abriga gigantes da tecnologia, nos mostra que os grupos historicamente excluídos estão marcando presença em lugares de destaque em algumas das empresas mais valiosas do mundo.

Analisando as cadeiras mais importantes das 10 maiores companhias de capital aberto com sede no Vale do Silício, podemos ver que metade delas é dirigida por algum representante das minorias: mulheres, membros da comunidade LGBT e imigrantes.

Confira a lista completa das maiores companhias da região, com representantes das minorias destacados em negrito.

  1. Apple: Tim Cook
  2. Google: Sundar Pichai
  3. Facebook: Mark Zuckerberg
  4. Oracle: Safra Catz
  5. Cisco: Chuck Robbins
  6. Intel: Brian Krzanich
  7. HP: Meg Whitman
  8. Salesforce: Marc Benioff
  9. VMware: Pat Gelsinger
  10. Adobe: Shantanu Narayen

O assunto voltou a ser destaque em diversos veículos após o indiano Sundar Pichai ser nomeado como novo CEO do Google. A lista de poderosos(as) do Vale do Silício que representam minorias conta ainda com a copresidente da Oracle, Safra Catz, uma mulher nascida em Israel e criada nos Estados Unidos; Meg Whitman, CEO da HP; Shantanu Narayen, indiano CEO da Adobe Systems; e Tim Cook, CEO da Apple que assumiu sua homossexualidade no ano passado por meio de um editorial veiculado na Bloomberg Businessweek.

"Se a notícia de que o CEO da Apple é gay puder ajudar alguém a lidar com a dificuldade de se assumir ou trazer conforto a alguém que se sente solitário, ou ainda inspirar todos aqueles que anseiam por igualdade, então sacrificar minha privacidade terá valido a pena", disse Cook na ocasião.

Uma pesquisa apontou que 43% das empresas do Vale do Silício fundadas nos últimos sete anos tiveram pelo menos um fundador imigrante. Por outro lado, relatórios de diversidade de empresas de tecnologia ainda mostram que a maioria esmagadora dos colaboradores e líderes ainda é branca e do sexo masculino (entre 60% e 80%). O Pinterest, por exemplo, recentemente revelou que apenas 3% de seus funcionários são afro-americanos, hispânicos ou latinos.

O Top 10 dos CEOs das maiores companhias do Vale do Silício também aponta uma notável ausência de executivos negros e latinos, membros de grupos que constituem uma parte substancial dos Estados Unidos. Apesar dessa breve análise, não há nenhuma maneira puramente objetiva de medir a diversidade na indústria de tecnologia (que pode ser considerada muito abrangente).

É claro que ainda há muito a ser feito para que empresas do setor comecem a refletir melhor a realidade da população norte-americana, mas também é preciso admitir que algum progresso já está acontecendo.

A Intel é uma das empresas de tecnologia que vem se mostrando dedicada e preocupada com a questão da diversidade. Recentemente, a fabricante anunciou que dobrou o número de contratação de mulheres e outras minorias nos últimos seis meses. Ao todo, foram 1.035 mulheres, 139 negros, 222 hispânicos e nove nativos americanos.

Outro destaque é o Google, que tem feito inúmeros esforços para diversificar seu quadro de empregados. E, aos poucos, essa iniciativa tem dado resultados. A gigante das buscas revelou em junho deste ano que o número de mulheres contratadas para sua força de trabalho cresceu 21% em 2014, um aumento de 1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Além disso, 22% dos cargos de engenheiro de software na entidade foram ocupados por mulheres no último ano – a porcentagem é maior do que a média no resto dos Estados Unidos (18%). Outro detalhe no levantamento do Google é que também houve um aumento na quantidade de negros e hispânicos contratados pela empresa em 2014.

Via ReadWrite

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