Jovens estão mais confiantes com suas profissões no mercado de tecnologia

Por Redação | 21 de Janeiro de 2016 às 13h40
photo_camera Divulgação

Um estudo divulgado nesta quarta-feira (20) pela Infosys constatou que os jovens da atual geração estão mais confiantes em suas carreiras no mercado de tecnologia e entendem melhor qual papel ela vai desempenhar em suas trajetórias profissionais.

De acordo com o relatório, os entrevistados reconhecem o papel das habilidades com tecnologia para assegurar boas oportunidades na carreira, com uma clara maioria tantos nos países emergentes (74% na Índia e 71% na China) como nas economias desenvolvidas (60% na França e 59% no Reino Unido). Para estes jovens, temas que envolvem ciências da computação são ferramentas essenciais para potencializar o aprendizado.

Em economias emergentes, como a China e o Brasil, 68% dos entrevistados estão preocupados que a falta de habilidades em tecnologia torne cada vez mais difícil para os jovens avançarem em seus propósitos de carreira. Isso, em parte, pode oferecer motivação para os jovens buscarem as habilidades técnicas que precisam. Atualmente, cerca de 78% no Brasil e na Índia estão confiantes que possuem as habilidades necessárias para uma carreira futura bem-sucedida. Em contrapartida, esses índices são menores em países desenvolvidos, como França (53%) e Alemanha (51%).

Os dados também mostram uma grande lacuna em conhecimento técnico entre economias emergentes e desenvolvidas. Por exemplo, há uma diferença de 30% entre jovens homens indianos (81%) e seus congêneres nos EUA (51%). Entre as mulheres que responderam, a lacuna é de 28% entre Índia (70%) e os EUA (42%), e de 37% com o Reino Unido (33%).

Quanto às oportunidades de trabalho, os jovens que vivem em países desenvolvidos se sentem mais pressionados em conseguir empregos que paguem bem. Segundo a pesquisa, 76% dos jovens trabalhadores na França acreditam que as perspectivas de emprego são piores do que na geração de seus pais. Este dado contrasta com as economias emergentes pesquisadas, onde a minoria dos jovens acredita que suas oportunidades de trabalho são piores do que a das gerações anteriores.

Método de ensino ultrapassado

Eles foram perguntados sobre as capacidades oferecidas pelo sistema educacional existente em seus países, e a maiora dos entrevistados disse que não aprova o modelo atual de educação adotado pelas instituições de ensino. Nos Estados Unidos, 45% dos entrevistados consideram que sua educação acadêmica é muito ou bastante antiquada e que a educação falha em suportar os objetivos de carreira, comparado com 37% na China. No Reino Unido e Austrália, 77% dos participantes precisaram aprender novas habilidades por si próprios para realizarem seus trabalhos, e a educação de suas escolas ou universidades não os preparou para o ambiente de trabalho, comparado com 66% na Índia.

Entre 78% (Brasil) e 65% (China) dos jovens de 16 a 25 anos estão dispostos a fazer uma reciclagem educacional completa se necessário. Cerca de 80% dos jovens em todos os mercados concordam que desenvolvimento contínuo de habilidades é essencial para ter sucesso no trabalho, além de reconhecerem que, como a tecnologia elimina cada vez mais tarefas rotineiras, eles precisarão buscar o aprendizado contínuo para desenvolver novas habilidades e focar em inteligência emocional, fator que os computadores não estarão aptos a realizar.

"Os jovens ao redor do mundo percebem que novas tecnologias, tais como a inteligência artificial e as máquinas capazes de aprender, possibilitarão a eles reimaginarem as possibilidades de criatividade humana, inovação e produtividade", destacou Vishal Sikka, CEO e managing director da Infosys. "Para empoderar esses jovens à prosperarem nesta grande transformação digital, nossos sistemas de educação precisam trazer mais foco para aprendizado contínuo, experimentação e exploração, além de trazer a ciência da computação e tecnologias mais fundamentalmente para dentro dos currículos", completou.

Evidenciado em todas as regiões estão o papel da comunicação, da capacidade de se relacionar e da habilidade de resolução de problemas em ambientes de trabalho modernos e orientados à tecnologia. Enquanto o desempenho acadêmico foi votado como prioridade entre 50% (África do Sul) e 36% (Alemanha), comunicações, aprendizado e resolução de problemas no trabalho foi muito mais votado. Habilidades em comunicação foram votadas entre 86% (Austrália) e 79% (Brasil), enquanto o aprendizado dentro do trabalho foi votado entre 85% (Brasil) e 76% (Alemanha).

Gêneros

Jovens na tecnologia

A diferença de gêneros nas carreiras na área da ciência, tecnologia, engenharia e matemática continua prevalecendo — e é mais evidente em países desenvolvidos. Segundo o estudo, homens jovens, em todos os países pesquisados, são mais propensos a terem conhecimentos de TI e vontade de aumentar esses conhecimentos.

Em mercados emergentes, como Índia (81% masculino para 70% feminino) e China (68% masculino para 59% feminino), assim como em economias desenvolvidas como Estados Unidos (51% masculino para 42% feminino), a lacuna é muito menos evidenciada com níveis mais altos de percepção de competência em economias emergentes. No entanto, em outras economias desenvolvidas, como França (49% masculino para 24% feminino), Alemanha (49% masculino para 269% feminino) e o Reino Unido (62% masculino para 33% feminino), a lacuna entre os gêneros em habilidade com tecnologia é significativamente maior.

Metodologia

Batizado de "Ampliando o Potencial Humano: Educação e Habilidades para a Quarta Revolução Industrial", o relatório da Infosys foi conduzido pela agência de pesquisa independente Future Foundation. Foram entrevistados 1.000 jovens em cada país, com idades entre 16 e 25 anos, na Austrália, Brasil, China, França, Alemanha, Índia, África do Sul, Reino Unido e Estados Unidos.

Fonte: TI INSIDE

Instagram do Canaltech

Acompanhe nossos bastidores e fique por dentro das novidades que estão por vir no CT.