Brasil sobe três posições em ranking global de TI, mas resultados desapontam

Por Redação | 07 de Julho de 2016 às 20h28
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A coisa não parece estar muito interessante para estas terras brasileiras quando o assunto é alcançar boas colocações em TI – a não ser quando se trata de vagas de emprego, aí a história muda. O Brasil subiu três posições em relação ao ano passado no ranking global sobre competitividade em tecnologia da informação. A informação surgiu em relatório divulgado pelo Fórum Econômico Mundial e o país figura na 72ª posição – em 2015 apareceu em 75ª.

O Fórum apresenta competitividade “como o conjunto de instituições, políticas e fatores que determinam o nível de produtividade de um país”, conforme apontou o site Convergência Digital.

É uma pequena melhora se comparado ao ano anterior, exceto quando os números são comparados a colocações em outros anos. Em 2012, por exemplo, o país estava em 42º em uma lista de 139 nações. Dentre os países que compõem o BRICS, há destaque para a África do Sul, que subiu dez posições em relação ao ano passado e apareceu em 65º lugar. A Índia caiu duas posições, ficando em 91º. A China ficou em 59º – subindo três posições – e a Rússia permaneceu no mesmo lugar do ranking, 41º.

São 49 variáveis baseadas em 10 pilares que são analisadas pelo Fórum, nas quais o Brasil obteve resultados variados. Durante sua análise, o documento mostra que “O Brasil deu passos largos na melhoria do uso individual, subindo cinco posições, para 57º – o que é um avanço considerável, uma vez que outros países também estão se movendo rapidamente na adoção individual”. No entanto, o relatório indica que a disponibilidade de venture capital (capital de risco) e de provisionamento de governo está despencando cada vez mais.

Por exemplo: o ambiente de inovação e negócios está apontado como um dos mais fracos da lista (124º). “O suporte governamental da agenda de TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação) é percebido como fraco e a comunidade empresarial vê falhas na estratégia geral do governo (121º), assim como na promoção direta das TICs (122º)”, reporta o relatório.

O documento também traz a posição em relação ao nível de cobertura celular – 35º -; a pirataria de software, que ficou em 38º; a competição (41º) e a infraestrutura (55º). Outros aspectos como eficiência judicial (123º), ambiente inovador (124º), tributação (133º) e burocracia (135º) também aparecem na lista.

O relatório completo – em inglês – pode ser visto aqui.

Via: Convergência Digital, iMasters

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