Aprenda a lidar com fracasso e domine estes 3 pilares para ser extraordinário

Publieditorial | 07 de Março de 2018 às 17h51

Por Ricardo Geromel*

Uma das minhas principais surpresas quando comecei a cobrir (investigar, ler, escrever, descobrir e revelar) bilionários para a Forbes em 2011 foi perceber que a absoluta maioria deles teve grandes fracassos antes de entrarem na lista dos bilionários. A estrada para os bilhões é invariavelmente cheia de lombadas chamadas erros. O caminho para entrar na seleta lista da Forbes não é como um elevador que não para de subir até chegar no topo, mas sim como uma montanha tortuosa com altos e baixos. Os bilionários que construíram suas próprias fortunas – que muitas vezes esquecemos que são seres humanos de carne e osso como eu e você – falharam muito até entrarem na lista e continuam falhando.

Aprendi que o fracasso não é o oposto do sucesso. Fracasso são os degraus necessários para te levar até o sucesso.

No jogo da vida, ninguém tem uma partida perfeita. Nem os bilionários! Se você acha que alguém tem uma vida sem erros, a sua percepção está certamente equivocada. Quanto mais rápido você aprender a lidar com seus erros, mais cedo você estará pronto para o sucesso. Erros são bem-vindos, desde que você não continue a repeti-los. Reitero, esta não é uma ode ao fracasso, mas uma ode ao aprendizado com o fracasso! Algumas pessoas não conseguem lidar com erros, então elas nunca tentam nada novo. Resultado: inércia! Einsten dizia “se você não esta fazendo erros, é porque não esta tentando nada novo!”

Eu tinha ouvido falar que em alguns lugares do mundo, como no Vale do Silício na Califórnia, faz parte da cultura local cultivar e apreciar aqueles que falharam. Eu tinha lido que o Google dá uma festa para celebrar seus maiores fracassos, como o Orkut. Eu achava que eu tinha entendido.

Eu mudei para o Vale alguns anos atrás para co-fundar um time de futebol, o San Francisco Deltas. Criamos o time como se fosse uma startup. Contratamos o Dagoberto e fomos campeões da liga nacional! No caminho conheci muitas pessoas que me contaram sorrindo sobre seus fracassos e as lições aprendidas enquanto. Eu descobri que o Vale é um grande cemitério de startups. E isso é uma coisa excelente! Enfim, eu realmente achava que tinha entendido que fracassar faz parte da jornada e que o importante é aprender as lições, não cometer os mesmos erros e seguir arriscando. Até que o meu amado SF Deltas, apesar de ter ganho do New York Cosmos na final e ter levantado o caneco, teve que fechar as operações por uma série de fatores. E eu vivi na pele outro fracasso. Eu fiquei deprimido.

Estamos falando de milhões perdidos dos investidores, de desemprego dos colaboradores… de dor. É como perder de 7×1. E apesar de saber que é essencial, é amargo demais! E foi aí que veio uma lição essencial que o Vale tatua em todos que fracassam por lá. Dezenas e dezenas de pessoas vieram me falar que o mais importante de tudo é tirar os aprendizados chaves deste fracasso E seguir empreendendo. Perdi o número de quantos amigos me disseram para não ir para o lado negro da força, não buscar algo estável em uma empresa estabelecida – para eu não desistir de querer realmente melhorar o mundo fazendo o que eu amo. Me diziam, “Rico, não perca aquele brilho no olho e aquela vontade de melhorar o mundo fazendo o que você ama! Siga fiel aos teus porquês, levante-se e vai com tudo! E conte comigo! Um amigo me contou que o bilionário Richard DeVos, fundador da Amway e dono do time de basquete Orlando Magic, disse:

“Se eu tivesse que escolher uma característica, um traço de personalidade que eu considerasse que fosse o mais relacionado ao sucesso, não importa em qual campo, eu escolheria a persistência… A vontade de aguentar até o final, de ser nocauteado 70 vezes mas levantar e dizer, “aí vem o 71º!”

Se falhar é tão essencial, porque somos tão contrários a esta ideia? Sir James Dyson, o bilionário que inventou o aspirador de pó sem saco, tenta explicar:

“Nas escolas, nós não ensinamos crianças a serem criativas. Nós não as ensinamos a experimentar. Nós queremos que as crianças preencham as respostas certas, que elas façam o X na caixa certa.”

Também entra em jogo um quesito cultural, no Brasil, diferentemente do Vale, falhar não é bem visto! Muitas pessoas tentam maquiar o que realmente aconteceu ao invés de estarem orgulhosos por seus fracassos. Mentem ou omitem no currículo, se esquivam quando perguntadas sobre aquilo, arrumam uma desculpa externa qualquer do tipo “o governo fez X, um cliente não me pagou, etc”…

Enquanto no Vale há investidores que só sentam para conversar com quem já teve grandes fracassos na vida; enquanto o fundador do Waze afirmar que a pergunta que ele faz antes de contratar líderes para suas empresas é “conte-me de um grande fracasso na tua vida e o que você aprendreu com isso”, no Brasil fracassar ainda não é bem visto! Como disse Jorge Paulo Lemann, o homem mais rico do Brasil em entrevista a Fundação Estudar: “Aqui [no Brasil] não é como a Califórnia, onde quem não fracassa acha que seu currículo é ruim”.

Mas, como mudar esse chip? Como começar a dar as boas vindas ao fracasso? Como fazer para de fato incorporar o que disse Winston Churchill “O sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder o entusiasmo”. Parece até óbvio quando lemos. Mas, depois de tomar de 7×1 no jogo da vida pessoal, é duro acordar com entusiasmo no dia seguinte.

Eu estava me perguntando sobre tudo isso quando conheci o Augusto Cury, que veio ao Vale dar uma palestra para cerca de 300 pessoas. Quem estava organizando a palestra era um amigo meu e me apresentou ao gênio que nossos netos irão certamente estudar. O Augusto mudou a minha vida! Eu já morei em cinco continentes, amo aprender, mas a verdade é que não conhecia várias ferramentas tangíveis que Cury ensinou para eu me tornar mestre da startup mais importante da minha vida, eu mesmo.Aplico diariamente algumas técnicas simples, mas que nunca tinha ouvido falar em lugar nenhum. Elas mudaram minha vida, dos meus negócios, investimentos e da minha família. Nós escovamos os dias todos os dias, mas quantas vezes limpamos nossos pensamentos? Quantas vezes fazemos uma higiene mental? O doutor Cury criou suas próprias teorias de como são formados os pensamentos. Mas em um país onde não se valoriza cientistas, resolveu propagar suas ideias através de livros. Resultado: mais de 30 milhões de livros vendidos só no Brasil. Ele é uma referencia mundial na área de formação de pensamentos. Uma amiga que trabalha na equipe do Tony Robbins e fez uma pós em educação na Espanha me disse que na sua pós tinham 5 livros que eram leitura obrigatórtia, um deles do Cury.

Entender a importância do fracasso na sua vida é uma coisa. Saber como, com ferramentas tangíveis, colocar em prática é outra.

Para ser extraordinário, um empreendedor de sucesso precisa dominar três pilares essenciais:

1) Interno

Antes de ser CEO, líder de uma empresa, você primeiro tem que ser líder, CEO de você mesmo. Voce controla suas emoções ou tuas emoções te controlam?
Se você não lidera a você mesmo, como vai liderar outros?
O mestre dos mestres e maior especialista do mundo em gestão da emoção, o doutor Augusto Cury vai dar estratégias concretas, práticas, aplicáveis. Para mudar os teus paradigmas internos!

2) Externo

Uma mente saudável, com paradigmas ultrapassados, não prospera!

É essencial entender os paradigmas dessa nova economia! Já ouviu a frase “Software vai devorar o mundo” do bilionário Marc Andreensen? Aqui no Vale é normal eu escutar que no futuro próximo todas as empresas, todos os setores serão de alta tecnologia! O que aconteceu nos últimos 30 anos, ou até nos últimos 10, vai mudar radicalmente nos próximos 3 a 5 anos. O que te trouxe até aqui não vai te manter de pé. Isso abre oportunidades para quem quer criar soluções e ameaças para quem não quer aprender o novo.

Seu professor sobre esta parte externa será Mauricio Benvenutti! No Vale, capital mundial de inovação, aonde o futuro realmente chega mais cedo, conheci Mauricio Benvenutti, ex-sócio da XP Investimentos, que foi vendida para o Itau por mais de US$ 4 bilhões. Ele vendeu sua participação e mudou-se para cá. Mau é um Futurista. Ama e é especialista no futuro. Escreveu um livro sobre o que aprendeu no Vale, Incansáveis, que já esta na sexta edição e é um dos livros mais vendidos de negócios do Brasil.

3) Subir nos ombros de gigantes

Depois de ficar fluente no interno e no externo, como fazer para começar? Não é necessário reinventar a roda e começar tudo do zero! É melhor subir nos ombros de gigantes e pegar best practices, dicas práticas, para serem aplicadas já no teu dia-a-dia! Eu cubro bilionários desde 2011 para a Forbes e vou trazer estudos de caso concretos de quem faz acontecer a nova economia e te dar ferramentas práticas para você aplicar no seu dia-a-dia.

Recomendo de coração clicar aqui e aprender um pouco mais sobre isso tudo. Me disseram que “Voce é a média das 5 pessoas com as quais você passa mais tempo!”. Venha passar um tempo conosco!

Inscreva-se aqui na série Seja Extraordinário!

* Ricardo Geromel é fundador do San Francisco Deltas e sócio da StartSe

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