Profissionais de TI de SP devem entrar em greve nesta sexta-feira

Por Redação | 18 de Fevereiro de 2014 às 12h48

Profissionais da área de TI que trabalham em São Paulo devem começar nesta sexta-feira (21) uma greve da categoria. De acordo com o pessoal da INFO, a decisão sobre a paralisação ocorreu em uma assembleia com 800 profissionais no último sábado (15), na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo (Sindpd).

Os profissionais optaram pela greve após uma negociação salarial que foi até a quinta rodada, mas que terminou sem acordo entre empresários e funcionários. Entre as reivindicações feitas pelos empregados está um reajuste salarial de 8,8% e de 10,3% nos pisos, vale-refeição (VR) e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) para todas as companhias. No entanto, a última proposta apresentada pelas corporações foi de reajuste de 6,5% no salário, obrigatoriedade de apresentação de plano de PLR para empresas com mais de 10 funcionários, VR para companhias com mais de 35 empregados e reajuste dos pisos de 7%.

O sindicato deve publicar um anúncio em breve num jornal de grande circulação do Estado para informar as empresas envolvidas com os serviços de TI. 72 horas depois de divulgar o anúncio, os trabalhadores poderão começar as paralisações, que podem ser pontuais ou generalizadas. Como está previsto na lei, durante a greve, nenhuma instituição pode rescindir o contrato de nenhum profissional, nem contratar substitutos ou descontar os dias não trabalhados.

"Eles [os empresários] ainda não entenderam que o profissional quer ser respeitado e valorizado", afirmou em nota Antonio Neto, presidente do Sindpd. "Eles não levaram a relevância do momento que o país vive em consideração na hora de valorizar seus trabalhadores. Mas os profissionais sabem da importância de seu trabalho", completou. Ele ainda disse que muitas empresas já procuraram o sindicato para fechar acordos isolados e evitar as paralisações. "Estamos abertos para as negociações", declarou.

Segundo Neto, esta não será a primeira paralisação da categoria. Em 2011, a greve dos profissionais afetou principalmente os serviços bancários e de telecomunicações. Já para este ano, a implantação de projetos de TI importantes para a realização da Copa do Mundo de futebol, nos meses de junho e julho, pode ser prejudicada. Os projetos incluem a infraestrutura tecnológica de monitoramento de segurança nos estádios, incluindo a Arena Corinthians, sede da abertura do mundial esportivo.

No ano passado, cerca de mil trabalhadores participaram das 12 assembleias, sendo que, no total, 14 cláusulas foram modificadas e três foram acrescentadas. As reivindicações de PLR e VR já foram alteradas em 2013, quando até então apenas empresas com mais de 50 funcionários precisavam apresentar proposta de PLR – o VR era obrigatório para profissionais com jornada de oito horas em organizações com mais de 100 empregados.

Além disso, os profissionais da categoria esperam conquistar subsídio para cursos de especialização e pós-graduação que aprimorem os conhecimentos usados nas atividades desenvolvidas nas empresas.

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