Profissionais certificados pela Oracle serão "obrigados" a fazer novas provas

Por Redação | 15 de Outubro de 2014 às 08h36

Profissionalizar-se em TI não é algo tão trivial quanto parece ser. Ao contrário do sobrinho do dono da Lan House mais próxima da sua casa, que conserta e sabe de tudo, os verdadeiros profissionais deste setor têm que procurar se qualificar cada vez mais na esperança de catapultar suas carreiras.

Entre os profissionais de infraestrutura, desenvolvimento e banco de dados, uma maneira bastante difundida de dar um boost nessa jornada é a obtenção de certificações profissionais. Oferecidas por grandes empresas e institutos, como, por exemplo, Microsoft, Oracle e LPI, estes documentos funcionam como verdadeiras chaves que abrem inúmeras oportunidades para o profissional no mercado de trabalho. Obtê-las, portanto, exige boas horas de estudo e dedicação, que acabam sendo compensadas por uma certa comodidade e prestígio.

Contudo, para manter este cenário, os profissionais que possuem certificação Oracle terão que ralar um pouco mais. É que a companhia norte-americana especializada em soluções de banco de dados exigirá que os DBAs certificados em suas soluções atualizem seus conhecimentos e tirem novas certificações em produtos mais novos da companhia.

"Receber uma certificação Oracle é uma conquista respeitável", reconhece a empresa em seu site. "Contudo, conforme os produtos vão ficando obsoletos e são removidos do nosso portfólio, eles se tornam menos relevantes e desvalorizam os profissionais certificados", argumentou.

Com isso, a empresa descarta uma política anterior que dizia que "as certificações Oracle são permanentes" e passará a exigir que os DBAs atualizem seus conhecimentos e façam novos testes.

Apesar de tentar convencer que a medida visa nivelar os profissionais certificados em sua tecnologia, decisão da Oracle pegou mal e está fazendo com que digam que tudo não passa de interesse financeiro

Apesar de tentar convencer que a medida visa nivelar os profissionais certificados em sua tecnologia, decisão da Oracle pegou mal e está fazendo com que digam que tudo não passa de interesse financeiro (imagem: Screenshot / Canaltech)

A medida afetará principalmente os certificados nas versões 7.3 a 10g do banco de dados da empresa. Agora, os que quiserem manter seus currículos atualizados terão que correr contra o tempo, já que o prazo máximo para a realização de provas será novembro de 2015, para a versão mais antiga do sistema, e março de 2016 para a mais recente. Os que não lograrem êxito ou perderem o prazo do processo terão sua situação alterada de "ativo" para "inativo" na base de dados de profissionais certificados da companhia.

É natural que a decisão gere uma certa polêmica entre os profissionais, principalmente porque esses testes nunca são baratos. Portanto, já é possível ver por aí uma série de profissionais profanando que, na verdade, essa atitude beneficiará única e exclusivamente a Oracle, que engordará sua conta com a onda de novos pagamentos que chegarão até março do ano que vem. É esperar para ver o que vai acontecer daqui para frente - até lá, é bom preparar o bolso e cair em cima dos livros.

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