“Peopleware 2.0”: gerenciando o tempo das pessoas nas empresas

Por Marco Barcellos | 13 de Julho de 2012 às 14h51

Nesta chamada “Era do Conhecimento”, o gerenciamento do tempo é o principal desafio dos profissionais de hoje. Uma série de artigos relaciona a aceleração do tempo com o aumento exponencial do uso da internet. Esta relação da tecnologia com o comportamento das pessoas parece cada vez mais crítica. As implicações no trabalho ainda são estimadas e esse processo deve ser ainda mais forte com a adoção crescente das Redes Sociais.

Estudos recentes revelam que a internet ganhou status de recurso essencial. A maioria dos jovens não consegue viver sem conexão à rede. E ao examinarmos esta “nova” geração, que já faz parte da força de trabalho, um terço dos jovens profissionais e universitários considera a internet um recurso essencial para o ser humano, assim como ar, água, alimento e moradia. A internet transformou-se em uma parte de sua vida – em alguns casos, mais importante do que carros e “baladas”.

No momento em que o Brasil atinge a marca de 82 milhões de usuários navegando na internet, este fato torna-se ainda mais relevante. Segundo levantamento do IBOPE, em 2012 aproximadamente 42% dos brasileiros já têm acesso à rede mundial de computadores. Já o estudo Cisco Virtual Networking Index (VNI) estima que a Internet crescerá quatro vezes nos próximos quatro anos. A projeção é que em 2016 teremos cerca de 3,4 bilhões de usuários de Internet - cerca de 45% da projeção demográfica mundial, de acordo com as estimativas da ONU.

Ao mesmo tempo, não é possível mais discutir “se” o BYOD (“Bring Your Own Device” - Traga Seu Próprio Dispositivo) será uma realidade no mercado de trabalho. A discussão resume-se a “quando” e “como” as empresas vão se preparar para esta realidade. Os benefícios são proporcionais às complexidades associadas à permissão do uso de dispositivos móveis pessoais de funcionários nas empresas. Mas o principal problema parece ser, mais uma vez, comportamental.

Pesquisas mostram também que esta nova geração apresenta uma perigosa tendência em ignorar ameaças on-line. A grande maioria de jovens profissionais costumam ignorar políticas de segurança das empresas. Este comportamento representa um novo desafio para segurança pessoal e corporativa. Esta atitude é surpreendente para uma geração que representa um grupo demográfico que cresceu com a realidade da internet. E acima de tudo, que possui um estilo de vida cada vez mais sob demanda, misturando atividades pessoais e profissionais no local de trabalho.

É óbvio que neste universo Web 2.0 a própria internet e as Redes Sociais estão em constante mutação. Mas podemos arriscar algumas ferramentas mais recentes que vão além dos “básicos” Facebook, Twitter, Linkedin, YouTube e Blogs. A internet parece caminhar para um novo modelo de Web Visual, com os novos fenômenos Instagram e Pinterest. Compartilhar imagens atingiu um novo sentido para os usuários, reforçando esta tendência de uma internet cada vez mais visual.

Há quem acredite que que o Facebook comprou o Instagram exatamente para melhorar o acesso através de Smartphones e outros dispositivos móveis – outra forte tendência. De qualquer forma, a invasão do compartilhamento de fotos em larga escala é só o começo já que a aposta geral é que o vídeo será o grande meio de comunicação na Web, muito em breve.

Com todas essas tendências – internet, Redes Sociais, BYOD e Web Visual -, o grande desafio agora é combinar as vantagens dos universos real e virtual. Temos que pensar em um usuário cada vez mais holístico pois existe, de fato, este novo componente – o “Peopleware 2.0”.

Lembre-se, porém, que o uso das tecnologias de informação e comunicação será tão importante para pessoas e empresas na medida em que aprendermos como utilizá-las no mundo real para atender cada vez melhor a este novo e exigente usuário do século XXI.

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