Os profissionais brasileiros e o interesse por treinamentos de especialização

Por Colaborador externo | 05.02.2015 às 12:05

Por Roberto Baptista*

Uma pesquisa recentemente divulgada pela EF Corporate Solutions apontou que os profissionais brasileiros são os mais motivados a participar de treinamentos. O estudo ouviu mil executivos seniores da área de desenvolvimento de profissionais em dez países, incluindo o Brasil, e o resultado foi bastante interessante.

O levantamento apontou que 62% dos profissionais de RH brasileiros consideram que seus colaboradores estão muito dispostos a participar de cursos e treinamentos, enquanto 35% se dizem "bastante dispostos". Na média global, 44% se dizem muito motivados. O engajamento dos brasileiros vem, principalmente, da possibilidade de reconhecimento dentro da empresa (57%), seguida pela capacidade de se autodesenvolver (45%).

Além disso, para 49% dos brasileiros, a responsabilidade de motivar os funcionários a buscar treinamento e desenvolvimento deve ser dos próprios profissionais - menos do que a média global, de 54%. Já para 39%, deve ser uma combinação da disposição dos próprios profissionais com a da empresa.

Esse é o resultado geral, mas, em se tratando do setor de TI especificamente, certamente encontraremos percentuais ainda mais altos. Em uma área que exige atualização constante, esta tendência se amplifica e se traduz na busca por aperfeiçoamento. Um exemplo é o crescimento na busca por metodologias ágeis e inovadoras, como o Scrum e o SAFe (Scaled Agile Framework).

Não é por acaso que a demanda por estas metodologias cresce cada dia mais. O SAFe, por exemplo, vem ganhando espaço em grandes empresas que fazem uso de metodologias ágeis, como o Scrum, facilitando sua adoção em larga escala e dando ainda mais eficiência às suas áreas de desenvolvimento.

Se aumenta a demanda de um lado, de outro amplia o número de profissionais em busca de preparação para atendê-la. Está claro para eles – assim como para o restante do mercado – que uma certificação alinhada às necessidades das empresas terá impacto direto na produção de produtos e serviços das empresas demandantes, principalmente quando falamos em desenvolvimento de software.

Estes treinamentos, hoje, representam uma tremenda diferenciação profissional e a possibilidade de uma valorização sem precedentes. Os profissionais em geral, e os de TI em particular, já perceberam isso e estão correndo atrás. Quem sair na frente com certeza vai alcançar os melhores salários e posições corporativas no mercado.

*Roberto Baptista é CLO (Chief Learning Officer) da Adaptworks.