Nove tendências de TI para 2014

Por Redação | 22.11.2013 às 09:35

O diretor da InfoWorld, Eric Knorr, enumerou algumas previsões para o próximo ano direcionadas aos profissionais de TI. As nove tendências apontadas por Knorr representam uma enorme mudança num curto espaço de tempo. Segundo ele, as implicações para a indústria de TI são, no mínimo, interessantes. “Por um lado, se o software define a infraestrutura, então o hardware torna-se ainda mais comoditizado, incluindo equipamentos de rede. E se a perspectiva das aplicações finalmente parece estar ao alcance de se poder escrever uma vez e funcionar em qualquer dispositivo-cliente, então o dispositivo-cliente escolhido torna-se menos importante”, explica.

Como a empresa de TI vai lidar com algumas mudanças sobre a tecnologia de negócios continua a ser uma questão em aberto. O diretor questiona ainda as capacidades e ferramentas das empresas diante das possíveis mudanças no ano que segue.

Confira as nove tendências:

1) Cloud é o novo hardware

A afirmação feita pelo CEO da Credit Pivotal Paul Maritz coloca em tese as mudanças da indústria impulsionadas por novas plataformas de computação, do PC para o servidor-cliente e para a Internet. Para servidores, armazenamento e equipamentos de rede se comportam como uma grande “máquina”, onde as aplicações podem assumir uma enorme escalabilidade, toda a infraestrutura deve ser virtualizada e controlada centralmente – isto é, definida por software. Ultimamente, esta tendência vai além do SDN (software-defined networking) para incluir todos os sistemas no centro de dados, abrindo caminho para o HVAC (heating, ventilation, and air conditioning). Esquemas de controle avançados de software, pioneiros nos fornecedores de nuvem pública, vão continuar a passar pela empresa.

2) Sistemas de empenho a liderar o caminho

Quem vai tirar proveito de escabilidade massiva na nuvem? Não os antiquados “sistemas de registro” nas empresas, como ERPs, nos quais o modelo de dados raramente muda e se sabe mais ou menos quantas pessoas vão usá-lo. Onde a nuvem brilha é na alimentação de “sistemas de empenho” (engagement): web voltada para o cliente e aplicações móveis cujo uso pode variar por magnitudes.

Traçar uma relação mais próxima com o cliente tornou-se a área mais relevante da tecnologia, impulsionando o desenvolvimento de infraestrutura elástica, novas tecnologias de dados, bem como o recolhimento e análise de Big Data (fluxos da Web e outros dados de usuários). Aliada a aplicações de Hadoop, a análise de Big Data pode ser o maior avanço na tecnologia empresarial da última década.

3) O estouro do Big Data

O lado analítico do Big Data continua sendo uma enorme promessa. Por enquanto, existem apenas soluções de Big Data em busca de problemas. No longo prazo, o potencial para Big Data vai muito além de otimizar o e-commerce para atingir os mais variados setores.

4) A Integração da nuvem vai avançar

O Big Data tem uma tendência para ficar com um número cada vez maior de armazenamento de dados na nuvem. A adoção do modelo de cloud em geral, particularmente aplicações SaaS com lojas próprias de dados, corre o risco de repetir os maus velhos tempos da organização em silos onde, duplicados ainda que ligeiramente, diferentes registros sobre os mesmos produtos e clientes eram espalhados em armazenamentos de dados isolados (juntamente com valiosos processos que deveriam ter sido partilhados).

5) Identidade é a nova segurança

Ter um controle severo de quem tem acesso a o quê – e ter como desativar os empregados quando deixam a empresa – torna-se essencial e mais complicado. Microsoft, Okta, Salesforce e outros estão desenvolvendo soluções. Sem a gestão de identidade na nuvem, as empresas não podem adotar soluções de cloud pública com segurança e eficácia.

6) A memória é o novo armazenamento

A grande memória está explodindo em duas frentes. No lado do software, cada fornecedor de base de dados relacional está adicionando capacidades “in-memory”, principalmente para análise de dados, reduzindo drasticamente o tempo necessário para os trabalhos de grande processamento. Do lado do hardware, soluções como as da Condusiv Technologies e PernixData montam um grande e distribuído cache usando memória flash em servidores, reduzindo assim consideravelmente a percentagem de leituras e escritas que devem viajar pela SAN (storage area network).

7) O futuro é alimentado por JavaScript

Ninguém gosta de manter uma aplicação-cliente nativa, separada, para cada plataforma. Se sonha em manter uma única base de código, a aplicação deve ser executada em um browser – em outras palavras, deve ser uma aplicação JavaScript/HTML5.

Não é de admirar que um novo framework de JavaScript pareça surgir a cada semana, com peças descontroladamente inventivas como o Famo.us, empurrando o que o JavaScript pode fazer. Além disso, ambientes de desenvolvimento móvel em diferentes plataformas, como o PhoneGap, permitem uma fácil conversão de aplicações JavaScript para apps nativos.

8) Desenvolvedores empresariais voltam-se para PaaS

À medida que mais empresas tenham aplicações na Web e móveis, os desenvolvedores corporativos vão ver os benefícios de PaaS como o Microsoft Azure, Pivotal Cloud Foundry, Red Hat OpenShift ou SalesForce Heroku. Todos oferecem ferramentas e serviços necessários para a codificação ágil, teste e implantação de aplicações na nuvem.

O pleno apoio da IBM ao Cloud Foundry este ano foi um marco importante – que pode tornar algumas empresas menos hesitantes em colocar o seu código na plataforma de outros. Além disso, a IDC previu o aumento das ofertas de PaaS específicas da indústria, que incluem serviços pré-construídos específicos para determinados setores verticais.

9) Mais poder aos programadores

Se há uma linha comum em todas estas previsões, é a declaração de Marc Andreessen há dois anos de que o software está “comendo” o mundo. Com tantas plataformas diferentes para programar, não há simplesmente programadores suficientes para escrever todo esse código. Com a procura insaciável vêm altos salários e status, pelo menos para aqueles com a combinação certa de habilidades.