Mercado de trabalho para o profissional mobile

Por Colaborador externo | 11 de Março de 2014 às 22h34

Por Lucas Longo*

Uma das maiores referências do empreendedorismo na tecnologia, Bill Gates, afirmou certa vez que nossa era vivencia um período em que o conhecimento passou a ser o principal fator de produção e geração de riquezas. Particularmente, eu concordo com a citação de Gates e ainda arrisco em dizer que não se atualizar tem sido sinônimo de ficar inerte, principalmente para quem atua com mobilidade. O profissional que ousa e busca por especializações só tende a crescer e ganhar espaço no mercado.

Nesse ano, pela primeira vez a venda de tablets superou a de computadores tradicionais no Brasil. Segundo a IDC e a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) os tablets devem representar quase metade das vendas de itens de informática em 2014. Os smartphones também estão dominando esse mercado. Só em 2013 foram mais de 1 bilhão de unidades comercializadas.

E ainda segundo a IDC, até 2017 o número deve saltar para 1,7 bilhão por ano. Os dados ressaltam a tendência mundial pela busca por quem saiba desenvolver sistemas para essas tecnologias. E é aí que entra o profissional mobile. Além da crescente demanda de mercado, a multidisciplinaridade desse especialista permite que ele atue em variados campos e seja contratado para atuar com diversas vertentes em tecnologia. Mas, e o que esse profissional precisa saber? Onde exatamente ele pode atuar?

Para ingressar nesse mercado, o profissional mobile precisa conhecer diversos sistemas. Saber trabalhar com o iOS e/ou Android, por exemplo, é obrigatório para quem quer se especializar na área, bem como uma boa base em linguagem de programação C, orientação a objetos, web services e Java. E não para por aí. Pelas ferramentas serem concebidas em outras línguas, é preciso ter domínio do inglês. É indispensável ao desenvolvedor aprimorar múltiplas habilidades, para ir além de coisas básicas. O segredo é sempre manter a curiosidade em aprender novas habilidades que podem ser usadas no dia-a-dia.

Obter o conhecimento necessário é o primeiro passo para encontrar uma boa oportunidade no mercado de trabalho, que tem sido bem generoso com esses profissionais. O mundo móvel oferece muitas vagas para programadores que desenvolvem aplicativos. É crescente o também o número de organizações que estão buscando profissionais para trabalhar como gerente de projetos, designers e testers.

Além disso, existem setores que procuram por especialistas em mobilidade. Um bom exemplo é o número significativo de startups que lucram com a idealização e criação de apps e impulsionam o crescimento desse mercado. As agências de publicidade também têm absorvido muita mão-de-obra para a elaboração de aplicativos usados em campanhas.

O profissional que investir em especialização pode ter certeza que terá um bom retorno. A faixa salarial de um desenvolvedor mobile gira em torno 3,5 a 10 mil reais. Por isso, o que tenho observado ao longo dos últimos anos é que aqueles que investem em aperfeiçoamento na área conseguem seu “lugar ao sol”. A regra também é válida para quem está começando agora. Há diversos cursos técnicos para iniciantes que variam de alguns meses até um ano. Para quem busca recolocação no mercado, há várias opções de cursos, que podem ser presenciais, on-line, de curta ou longa duração. O fato é que não há motivo para o profissional não se atualizar.

Há alguns anos, o especialista mobile era considerado o profissional do futuro. Hoje, ele já faz parte da realidade e é um dos mais requisitados. Acredito que quem buscar especialização e treinamentos terá muito espaço para crescer. O Brasil tem oferecido muitas oportunidades para quem quer seguir carreira nessa área, é só saber abraçar as melhores. E você, já pensou em como pode se tornar um profissional ainda melhor?

* Lucas Longo é CEO e fundador do iai? – centro de treinamento e produtora referência em mobile.

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