Governo brasileiro quer investir pesado na indústria de TI

Por Redação | 27 de Agosto de 2012 às 07h20

A política nacional de investir pesado em TI já virou notícia no exterior. Enquanto as nações estão procurando por uma maneira de sustentar o crescimento da indústria, o Brasil já encontrou uma saída, e escolheu bem o seu alvo: o setor de tecnologia da informação.

O governo pretende investir em educação na área, bem como em geração de novos empregos e aquecimento da economia no setor. Se tudo der certo, até 2014 o Brasil terá 50.000 novos empregos para engenheiros de software.

Ao contrário do que muita gente pensa lá fora, o Brasil é muito mais que petróleo e minerais. Segundo o ministro da Ciência, Inovação e Tecnologia, Marco Antônio Raupp, os "softwares brasileiros deverão ser globalmente competitivos". O ministro disse em uma coletiva de imprensa na última terça (21), em São Paulo, que deseja ver a produção de software no país crescendo em altas taxas, para atrair recursos estrangeiros para o país e gerar renda para criar novos cargos para os brasileiros.

O programa do governo pretende investir mais de US$ 250 milhões de dólares no setor. O objetivo é que o país se torne, em 2022, uma grande potência tecnológica, com 900.000 profissionais capacitados. Atualmente, o setor nacional de TI inclui cerca de 73.000 empresas que renderam 37 bilhões de dólares no ano passado, de acordo com Raupp.

A Forbes incita que o Brasil não é um país tão conhecido na área como Índia, China ou Rússia. Mas ressalta que, no entanto, o país se adapta facilmente a novas tecnologias e tem potencial inovador, elogiando o espaço aéreo nacional, os sistemas de votação online e os sistemas bancários.

Uma reportagem no site canadense IT World lança uma questão: será que o Canadá deve ser preocupar e começar a investir também no mercado de TI? Ou será que, por outro lado, a indústria ficará supersaturada de desenvolvedores de software e sofrerá um desaquecimento no futuro, frente aos milhares de aplicativos já produzidos e que estão à venda nas lojas do Google, Apple, Windows e BlackBerry?

Enquanto os canadenses procuram a resposta, o Brasil paga para ver.

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