30% das empresas de TI faturam mais de R$ 100 mil por profissional ao ano

Por Redação | 10.12.2012 às 15:46

Com o objetivo de trazer um cenário detalhado de diversas áreas que compõem a TI no Brasil, a Assespro Nacional (Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação), em parceria com a MBI e a Monkey Survey, realizou o Censo Assespro do Setor de TI – Edição 2012.

No país, existem aproximadamente 300 empresas com participação ativa no segmento, e o estudo fez um levantamento detalhado das características do setor. Para mensurar a produtividade das companhias, foi utilizado o quociente entre a receita bruta das empresas e o total de profissionais de TI e de desenvolvimento (não levando em conta os profissionais das áreas de vendas, marketing e administrativo).

Os resultados apontaram que 16,5% das empresas faturam de R$ 75 mil a R$ 100 mil ao ano por cada profissional de TI. Já 15,4% e 13,3% das empresas alcançam entre R$ 150 mil e R$ 200 mil e entre R$ 100 mil e R$ 150 mil, respectivamente. Nos extremos, as empresas que faturam até R$ 25 mil ao ano por profissional de TI representam 4,6% do total, enquanto as que faturam acima de R$ 1 milhão ao ano por profissional constituem 4,2% do total.

Outro fator interessante é a localização destas empresas. Na região sudeste do Brasil, 65% das empresas faturam acima de R$ 100 mil ao ano por profissional de TI. Já nas demais regiões do país, 55% das empresas atingem esse patamar de receita por profissional de TI.

Existe uma clara uma correlação desta medida de produtividade com a quantidade de certificações empresariais. Por exemplo, as empresas na faixa de R$ 500 mil a R$ 1 milhão ao ano por cada profissional de TI possuem 0,63 certificações empresariais, em média. Já as que se encontram na faixa inicial (até R$ 25 mil) contam com apenas 0,31 certificações empresariais por empresa, em média.

“Estes dados inéditos permitem avaliar a estratégia das empresas do setor e o desenvolvimento de seus projetos sob uma nova ótica. Nosso mercado de TI é muito promissor e, ao avaliá-lo de forma númerica, contribuímos ainda mais com o objetivo de alavancar o segmento, que poderá fazer um benchmarking com as empresas mais bem sucedidas” afirma Luís Mário Luchetta, Presidente da Assespro Nacional.