Pesquisa revela padrões de sexismo e assédio em empresas de tecnologia

Por Redação | 18 de Agosto de 2017 às 18h45

O problema do sexismo está no centro do debate na indústria de tecnologia no momento, mas para aqueles que não são diretamente afetados — no caso, os homens —, o problema fica enfraquecido ao ficar em uma distância intermediária: muito perto para ver a escala, mas não perto o suficiente para ver os detalhes.

Agora, uma nova pesquisa feita com profissionais de tecnologia preenche bem esse quadro e identifica contrastes interessantes nas experiências das pessoas.

O levantamento, feito em questionário on-line e encomendado pela Women Who Tech, uma ONG voltada a incentivar o trabalho das mulheres, entrevistou 950 pessoas, 84% das quais trabalham atualmente em empresas de tecnologia — os 16% restantes estão envolvidos com o setor de alguma forma. A maior parte foi formada por mulheres brancas.

Suas respostas ilustram como o assédio é visto de forma diferente: 53% das mulheres disseram que  já sofreram algum tipo de perseguição, contra 16% dos homens. Além disso, 53% dos homens afirmaram que nunca testemunharam assédio. 

O tipo de assédio também varia, e não de maneira pequena. Entre as mulheres que relataram já terem sido assediadas, 72% disseram que a perseguição era de natureza sexista, enquanto 45% afirmaram ter sofrido ataques sexuais.

Já entre os homens que relataram assédio, o cenário muda bruscamente. Agressão sexual e sexista não está nem nas dez primeiras categorias. Piadas ofensivas, preconceito com idade e insultos quanto ao desempenho profissional são os motivos mais citados.

Perseguição no alto escalão

Esse é um problema que atinge também o alto escalão, nas relações entre CEO e investidores, por exemplo. Na pesquisa, 37% das mulheres responderam que sofreram assédio em encontros com investidores — somente 11% dos homens disseram sim a essa pergunta. 

Já 28% das mulheres foram questionadas sobre sua capacidade de liderar uma empresa. Quer saber qual a porcentagem dos homens que passaram por esse constrangimento? Zero.

O assédio acontece em grande escala. Mulheres em cargo de direção sofrem ataques de investidores (57%), clientes (30%), funcionários (21%) e jornalistas (9%).

Fonte: TechCrunch

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