Hackathon da ONU, padaria no campus e drones: as novidades da Campus Party 2017

Por Rafael Romer | 22.09.2016 às 11:00
photo_camera Canaltech/Rafael Romer

Um dos maiores encontros de tecnologia e inovação do mundo, a Campus Party comemora dez anos de Brasil em 2017, com o que deve ser uma das maiores edições do evento, prevista para acontecer entre 31 de janeiro e 5 de fevereiro, no Anhembi, em São Paulo.

Por enquanto, detalhes sobre a programação e infraestrutura ainda não foram revelados, mas na noite desta quarta-feira (21), a organização da Campus falou sobre as primeiras novidades que os campuseiros podem esperar para a CPBR 10.

O primeiro grande destaque será realização de uma Hackathon com os participantes e em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU), que deve começar antes do início da Campus Party e terminar na conclusão do evento. De acordo com co-fundador da Campus Party, Paco Ragageles, a ideia principal será dividir campuseiros em grupos, que poderão escolher seus temas favoritos e criar soluções para os pontos que a ONU indica como os grandes problemas da humanidade.

"O tema central da Campus deste ano é fazer a maior Hackathon da história, a que aponte o maior número de soluções concretas para problemas", afirmou ao Canaltech. "Nós temos o talento dos campuseiros, mas a ONU sabe dos problemas da humanidade, então envolvemos eles e estamos desenhando a estratégia da hackathon".

Sempre alvo de reclamações por alguns campuseiros, a área de acampamento do evento, o chamado Campus, também deverá receber um "upgrade" neste ano baseado em sugestões da comunidade. As "ruas" de barracas deverão receber nomes, para facilitar o deslocamento por dentro da área. Além disso, a organização prometeu uma nova "padaria" dentro do espaço, para que campuseiros possam alimentos de café da manhã logo cedo sem sair do espaço.

Robótica e drones também serão um dos destaques do evento: a organizão prometeu uma pista com obstáculos para corrida de drones, além de palestras e workshops sobre os gadgets voadores. Para os gamers, a ideia é promover uma Copa com diferentes categorias no espaço aberto ao público na Campus - os jogos deverão ser realizados no período noturno, para não atrapalhar o conteúdo de palestras durante os dias de evento.

Empreendedorismo e negócios têm ganhando um espaço cada vez maior dentro da Campus Party e devem receber um reforço de uma área de "geração de emprego" no ano que vem.

De acordo com o diretor do evento, Tonico Novaes, a ideia será disponibilizar palestras educacionais para auxiliar campuseiros na capacitação para o mercado de trabalho, com dicas desde formatação de currículo até o que o mercado está buscando atualmente em candidatos. Empresas também poderão buscar por candidatos no e fazer entrevistas de emprego dentro da Campus.

Novidades nas próximas semanas

A Campus Party continua sua busca por novos investidores para a realização da edição de dez anos, após um evento bem menor em 2016 em relação ao ano anterior, decorrente da perda do suporte da Lei Rouanet e do patrocínio da Telefónica Vivo, a grande parceira da organização em outras edições.

Ainda não está confirmado, por exemplo, quem deverá ser a empresa fornecedora da rede cabeada de alta velocidade aos campuseiros, que é sempre um dos destaques mais tradicionais da Campus Party. Neste ano, a conexão oferecida aos campuseiros foi trazida pela Telebrás, e pela primeira vez menor do que no ano anterior: foram 40 Gbps de conexão, 10 Gbps a menos do que em 2015.

Novidades sobre a programação devem ser reveladas já nas próximas semanas, incluindo alguns nomes dos convidados magistrais, responsáveis pelas palestras principais da Campus Party.