Diretor da Campus Party BR revela detalhes sobre edições em outras cidades

Por Patrícia Gnipper | 11.05.2017 às 17:47

Criado na Espanha em 1997, a Campus Party fez tanto sucesso que acabou sendo levada a outros países, como México, Colômbia e o Brasil. Atualmente, o evento é um dos maiores do mundo em termos de inovação tecnológica, ciência e entretenimento digital, reunindo milhares de visitantes a cada edição. E, ao completar dez anos em 2017, o evento está com planos para expandir ainda mais seu alcance.

Conversamos com Tonico Novaes, diretor da Campus Party Brasil, para entender melhor como acontecerá a expansão geográfica e conceitual do evento. Como na última edição do evento em São Paulo foi anunciado que novas edições ocorreriam em outras cidades, essa foi a primeira pergunta que fizemos ao executivo.

Novaes explicou que a ideia de expandir o evento para fora da capital paulista faz parte de um plano que visa promover edições regionais que dêem conta da amplitude territorial e diversidade geográfica do país. Afinal, muita gente de outros estados gostaria de participar da Campus Party, mas acabam não conseguindo tempo ou dinheiro para viajar e ficar vários dias longe. Para 2017, já estão confirmadas edições em Brasília (no mês de junho), Salvador (em agosto) e Pato Branco, no interior do Paraná (em novembro). Além dessas cidades, outras regiões também fazem parte do projeto — ainda em fase de negociação.

Como serão as novas edições

“As edições de Brasília e Salvador terão o mesmo formato de São Paulo, mas, obviamente, não tão grandes como nossa edição nacional”, explicou Novaes. “Serão cinco dias de evento com palestras de especialistas renomados — nacionais e internacionais —, em temas como inovação, tecnologia, países inteligentes, big data, software livre, games, redes sociais, entretenimento, criatividade, etc”.

Além disso, os “campuseiros terão acesso a uma internet de altíssima velocidade,, podendo participar de hackathons e workshops, e participarão de campeonatos na área de games”. Quanto à tradicional área gratuita para visitantes (a “Open Campus”), ela “vai oferecer simuladores, atividades com drones, exposição de startups, projetos acadêmicos e robótica”. E mais: em Salvador, essa área vai servir como sede para a etapa estadual da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR).

Já a respeito da edição paranaense, “essa sim tem um formato diferente”, revelou Novaes. O diretor do evento brasileiro contou que essa edição acontecerá “em dois dias com a programação de palcos e workshops, porém sem as bancadas com internet”. A edição acontecerá em paralelo com a Inventum — evento que, na última edição, levou mais de 60 mil pessoas para a cidade.

Em Brasília, os ingressos já estão esgotados. Segundo o executivo, “os ingressos com camping foram todos vendidos no primeiro mês de abertura de vendas” — já mostrando o sucesso dos planos de expansão do evento. Na capital do Brasil, “esperamos um público de mais de 4 mil campuseiros na Arena e 40 mil visitantes na área aberta”, disse Novaes. E os ingressos para campuseiros de Salvador também já se esgotaram, aliás. Para essa cidade, são esperados cerca de 5 mil campuseiros e 40 mil visitantes, enquanto em Pato Branco a expectativa é de receber 3 mil campuseiros e 60 mil visitantes.

Ampliação de temáticas debatidas

Além de expandir o evento para outras cidades brasileiras, a Campus Party também tem planos de ampliar ainda mais as temáticas que entram em debate. O evento, consagrado como “de peso” entre jovens aficionados por tecnologia, pretende se tornar uma plataforma para discutir temas como cidades inteligentes, educação digital, big data em políticas públicas, segurança e transparência das informações no ambiente virtual, inteligências artificiais, entre outras pautas “quentes” do momento.

Na última edição paulistana, Campus promoveu um hackathon em parceria com a ONU para desenvolver soluções de problemas sociais e ambientes. Já na edição brasiliense, já foi confirmada a realização de um fórum sobre cidades inteligentes.