“O próximo Steve Jobs pode vir do Brasil”, diz diretor da Singularity University

Por Rafael Romer | 01 de Fevereiro de 2013 às 06h15

O Brasil pode ser o berço do próximo Steve Jobs na opinião de Salim Ismail, diretor-executivo da Singularity University, “O próximo Steve Jobs pode vir do Brasil. Pense no Google, que foi criado em um laptop de US$ 1 mil, ou no Facebook. Não há absolutamente nenhuma razão porque isso não possa acontecer” afirmou antes de completar: "Na verdade, nós esperamos que isso aconteça nos próximos 10 anos".

A afirmação foi feita logo após sua keynote na Campus Party, nesta quinta-feira (31), quando Salim apontou o Brasi como celeiro ideal de inovações e capaz de superar outros países tradicionais, por ainda não ter chegado em seu ápice de desenvolvimento. Considerando brasileiros como "empreendedores por natureza", além de entusiastas e com um pouco de loucura necessária para inovar, o CEO da SU vê que diversas novidades devem surgir no país. "Se você olhar para os problemas que o Brasil está enfrentando como um país, como pobreza, água limpa, saúde, mudança climática, desmatamento, é um microcosmo de problemas globais. Se você conseguir resolvë-los aqui, você pode resolvë-los em qualquer lugar", afirma.

Além disso, Salim vê situações de crise como potenciais momentos para a inovação. "Crises mundiais são, na verdade, muito boas para a inovação porque forçam pessoas a reinventarem jeitos de fazer coisas", diz. "A necessidade é a mãe da invenção".

Focada em inovação, a Singularity University fica localizada dentro de uma das bases da NASA, a agência espacial americana, no Vale do Silício, no Estado da Califórnia. Criada em 2009, o centro é conhecido por ter formado grandes líderes e gerado novas tecnologias que miram na resolução de problemas do futuro. Para Salim, a SU é diferente de outras universidades por três motivos principais: primeiro, o foco nas chamadas "tecnologias 'acelerativas", que constituem cerca de 80% do nosso currículo; segundo, a maior parte do currículo é voltado para o futuro, trocando a cada três meses; e terceiro, por inspirarem alunos a resolverem problemas globais.

Anualmente, a universidade recebe 80 alunos do mundo inteiro para um curso de 10 semanas durante o verão norte-americano. Após seis semanas de aula, os alunos devem desenvolver um projeto para solucionar um dos grandes problemas mundiais, como saúde, transporte ou comunicação. A SU também prepara seus alunos para as chamadas tecnologias "desrruptivas", conhecidas por mudarem radicalmente a maneira como lidamos com as coisas. "Se nós deveríamos ter medo destas novas tecnologias? A resposta é absolumente sim, e essa é parte da razão pela qual nós existimos", conta. "Se nós voltássemos 50 anos, quando estávamos construindo todas as usinas de carvão ao redor do mundo, e soubéssemos do dano que estaríamos causando, talvez tivessemos feito coisas de outro jeito".

Fonte: youtube downloader

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