Economia criativa: como se dar bem em uma época em que todos querem inovar?

Por Joyce Macedo | 30 de Janeiro de 2013 às 19h14

Jovens com ideias brilhantes e inovadoras tentam criar seu próprio negócio e se tornar independentes financeiramente cada vez mais cedo. Mas será que apenas uma boa ideia é suficiente para ter sucesso no mundo dos negócios?

Há alguns anos, criatividade e economia não eram temas que se associavam com tanta facilidade, mas agora muito se ouve falar sobre uma tal "Economia criativa". Na verdade, ela sempre existiu mas nunca as pessoas falaram tão abertamente sobre isso.

Todas as áreas criativas passaram a gerar um volume de receita que começou a chamar a atenção de governos e investidores, o que deixou as pessoas mais à vontade para expor suas ideias.

Economia criativa nada mais é do que um termo usado para medir o valor econômico gerado por setores que envolvem atividades criativas durante o desenvolvimento de produtos ou serviços. Entre os profissionais associados a ela estão aqueles que lidam com games, mídias recentes ligadas ao surgimento de novas tecnologias (como os desenvolvedores de aplicativos), músicos, artistas de uma maneira geral, entre muitos outros.

Durante um Painel que aconteceu na Campus Party 2013, Isabella Prata, diretora da Escola São Paulo, uma instituição que oferece novas formas de aprendizado para diversas áreas criativas, e Júlia Zardo, coordenadora de diversos projetos da PUC-Rio ligados a empreendedorismo e economia criativa, falaram sobre o assunto.

Julia faz questão de frisar que “economia criativa é feita de pessoas que se complementam”, e que investidores estão atentos a tudo isso, inclusive se o empreendedor possui uma equipe que complemente a proposta de produto ou serviço apresentada.

Já Isabella falou a respeito da necessidade e preocupação extrema que as pessoas têm de criar algo absurdamente novo e nunca pensado antes. “Inovar pode ser apenas encontrar uma forma diferente de fazer algo que já é feito há muito tempo”, explica.

Ainda existem muitas discussões sobre definições de conceitos ligados à indústria cultural e criativa, pois, como se trata de uma visão de negócios recente, não existem muitos métodos para entender como funciona toda essa cadeia.

Confira algumas dicas que colhemos durante a Campus Party 2013 para aqueles que pretendem empreender nesse mercado em expansão:

  • Sua agenda de telefone pode ser sua maior aliada no inicio de um empreendimento. Pesquisas apontam que as primeiras vendas geralmente são para pessoas conhecidas.
  • Quando decidir que chegou a hora de procurar por um investidor, tente entender o que ele quer ouvir de você, o que ele busca em um projeto, e faça uma apresentação baseada nisso, da mesma maneira que é feito com um cliente.
  • Existe um momento em que, para crescer, é preciso dar um passo a frente, e geralmente as pessoas têm medo dessa fase. É importante dar atenção a essa etapa, dependendo do investidor (ou cliente) é preciso encarar e dar esse passo.
  • Investidores avaliam se você possui uma equipe complementar. No caso dos criativos, é importante trabalhar em parceria com alguém mais focado em administração, por exemplo.
  • Aceleradoras de empresas também investem em um empreendimento que está começando. Elas são focadas em empresas que possuem potencial para crescer rapidamente, e a ajuda vem por meio de captação de recursos e aproximação com o mercado.
Fique por dentro do mundo da tecnologia!

Inscreva-se em nossa newsletter e receba diariamente as notícias por e-mail.