Cientistas do MIT criam algoritmo que permite tirar fotos de qualidade no escuro

Por Redação | 04 de Dezembro de 2013 às 10h20
photo_camera Divulgação

Alguns smartphones à venda no mercado já possuem câmeras fotográficas superiores aos modelos digitais lançados há alguns anos. Mesmo com tanto avanço, as câmeras dos celulares – e até mesmo as profissionais – ainda não conseguem registrar imagens no escuro com boa qualidade. No entanto, isso promete mudar graças a uma invenção de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Saiu na revista Nature.

A novidade nada mais é do que um novo algoritmo que aumenta a versatilidade dos sensores de luz da câmera e permite tirar fotos "ultra-nítidas". Para mostrar como isso funciona, aí vai uma breve aula de ciência: para enxergarmos qualquer objeto, partículas de luz (fótons) precisam atingi-lo para depois essas mesmas partículas chegarem à nossa retina e serem "interpretadas" pelo nosso cérebro. O mesmo princípio vale para câmeras fotográficas, com a diferença de que, em vez da retina e do cérebro, um sensor de luz e um processador (respectivamente) ficam encarregados de fazer todo esse processo.

Agora vem o X da questão: quanto menos fótons disponíveis, mais difícil é enxergar ou registrar uma foto e, por isso, fica mais complicado ver alguma coisa no escuro. O algoritmo, criado pelo engenheiro eletricista Ahmed Kirmani e sua equipe do MIT, compara as partículas de luz refletidas para definir matematicamente uma relação entre elas. Basicamente, um único fóton pode ser capaz de transformar todos os pontos de uma imagem tirada no escuro em algo muito mais nítido.

Tirar fotos

Outros algoritmos foram usados para reduzir nas fotos a quantidade de ruídos (manchas que não correspondem ao objeto fotografado). A partir dessa experimentação, os pesquisadores conseguiram produzir imagens tridimensionais com um milhão de fótons – uma câmera portátil precisaria de centenas de trilhões de fótons para conseguir a mesma qualidade, segundo Kirmani.

Por enquanto, a única desvantagem é que o algoritmo gera imagens apenas em preto e branco, mas novas tecnologias devem ser desenvolvidas para aprimorar esse recurso. Além disso, a técnica pode ajudar na análise de materiais biológicos sensíveis a luz e na criação de câmeras de vigilância ainda mais precisas – especialmente em áreas como segurança e inteligência militar.

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