Integração como estratégia da informação no setor público

Por Colaborador externo | 31.03.2015 às 07:26

Por Haniel Muniz*

A humanidade armazenou uma quantia tão exorbitante de megabytes de informações que fica até difícil interpretar em níveis práticos. Há suposições de que a velocidade da proliferação de dados é o fator mais relevante do momento, pois cerca de 90% dos dados mensuráveis no mundo teriam sido criados apenas nos dois últimos anos. Dentro deste contexto de informações por toda a parte e das mais variadas formas, o Governo tem que buscar formas de atender aos desafios relacionados à disponibilidade de suas informações. Seja para atender demandas de melhorias de serviços prestados ou mesmo para suprir uma necessidade de prestação de contas e aprimorar processos internos, por exemplo.

Para estabelecer essa integração, alguns padrões e normas de excelência capazes de transformar os serviços do governo em uma plataforma digital, para ser utilizada inclusive pelos cidadãos, devem ser levados em consideração. A ideia é fazer destas instituições, unidades provedoras de informações para atender a todas as esferas - municipal, estadual e federal, o que por sua vez ainda reduz custos e federa os dados. Além disso, essa nova condição pode torná-las também parceiras de informações para o segmento privado.

Ainda que em fase de desenvolvimento, algumas empresas públicas já vivem esse cenário, como por exemplo, as de planejamento e mapeamento GIS e também as de processamento de dados. Grandes bancos de atendimento ao cidadão e autarquias que gerenciam relações com empresas do segmento privado também já estão ingressando nesta onda da integração.

Exemplificando, levando em consideração que os órgãos públicos têm a missão de prover e gerir os recursos públicos com transparência e isenção, quanto maior for a agilidade na disponibilização das informações, melhor. Os projetos de BI e Data Mart (Repositório de Dados), por exemplo, permitem estruturar os dados e viabilizam o acesso mais rapidamente aos dados estratégicos por meio de relatórios aderentes às necessidades, apresentados nas mais diversas visões.

Outro ponto importante dentro deste contexto de integração é alcançar maior disponibilidade dos recursos de colaboração e comunicação, o que reduz custos de infraestrutura, traz maior autonomia na administração do ambiente de TI e ainda aumenta a mobilidade do usuário, que acessa e-mails e arquivos de qualquer lugar, de forma sincronizada. Para isso devem ser implementadas ferramentas de conexão, colaboração e controle.

Esses são dois exemplos são ambos de projetos realizados em empresas públicas que estão já com suas iniciativas digitais. E merece ser ressaltado que existem uma infinidade de instituições públicas, com diferentes necessidades e perfis, mas que possuem grande potencial para evoluir nesta questão da informação. Entre elas estão os órgãos que mapeiam, planejam, gerenciam informações específicas para o cidadão ou para o Segmento Privado; as que atuam na saúde pública em todas as esferas e também em segurança pública, transportes e controle de tráfego e Utilities.

Em resumo, a integração das informações além de gerar conhecimento interno do universo de dados do governo, traz uma agilidade e conforto para os cidadãos. Outro ponto importante é que ao promover a integração é possível equilibrar as desigualdades e igualar-se o segmento público à capacidade e qualidade das empresas privadas na prestação de serviços e eficiência. A tecnologia existe, o momento é propício e a eficiência é comprovada. Porque não aproveitar?

*Haniel Muniz é Diretor de Sistemas e Aplicações da G&P Projetos e Sistemas, empresa 100% nacional com atuação destacada há mais de 20 anos no mercado de Tecnologia da Informação e grande expertise em projetos no setor público.