Business Intelligence: a espinha dorsal dos sistemas de TI

Por Colaborador externo | 06 de Abril de 2015 às 07h23

Por Eduardo Pugliesi*

Muitas empresas se questionam sobre o motivo pelo qual seu projeto de Business Intelligence não atende ao sonho de consumo de todo gestor: extrair informações completas, coesas e sob a ótica da estratégica do negócio. Mesmo investindo, num primeiro momento, as empresas não conseguem obter as informações estratégicas que reflitam a realidade do nível operacional. Para esta indagação, a resposta é simples: há falta de um planejamento atrelado às necessidades do negócio para a implementação dos sistemas.

Aqui paira a nossa característica ocidental e principalmente latino-americana! Nossa ineficiência política acarreta para as empresas privadas a falta de espaço para qualquer coisa que não a sobrevivência. E, como reflexo do dia a dia, essa realidade gera a cultura de não investir melhor em uma estratégia de planejamento. Simplesmente saímos fazendo e tentando sobreviver a realidade cada vez mais difícil.

Como resultado, essa falta de maturidade no modelo de gestão gera uma conta alta quando estamos falando de investimentos em soluções que devem nos apoiar com informações inteligentes para a tomada de decisão, que são os principais pilares para um diferencial na gestão sustentável de um negócio. E aí vem o BI, que ao invés de trazer dados estratégicos, consistentes, acaba por ser usado para informações operacionais, isoladas de cada área e descobrir falhas na integração das informações, situação essa que se tornou uma atividade corriqueira nesse tipo de projeto.

Está errado? Sim... mas é possível mudar essa situação. A condição para extrairmos informações completas, precisas e que impactam diretamente na tomada de decisão é o planejamento estratégico coerente, na qual a base central é a necessidade da estratégia de negócio. Vamos voltar um passo para trás então.

Ao invés de implementar inúmeros sistemas, isolados, que por sua vez cada um foca operacionalmente de forma segregada, criando e recriando conceitos e replicando informações já existentes de acordo com a necessidade de uma determinada área de negócio, imagine que primeiro os projetos deveriam partir das necessidades do negócio e os fatores que, na visão dos executivos, tornam esse negócio mais competitivo. Ou seja, um plano que esteja sob a ótica da estratégia de negócio refletido em sistemas de gestão como se fosse a espinha dorsal do planejamento da companhia, apoiado pelo Business Intelligence.

Definida a estratégia da organização e as necessidades de gestão competitiva para o negócio, utilizaríamos o BI para realizar o mapeamento. O próximo passo é desenvolver os sistemas de acordo com a demanda dos requisitos gerenciais. Isso significa que, quando o processo é construído no modelo top-down, partindo do estratégico para o nível operacional, tudo o que for construído estará baseado com a visão de um único plano. Isso significa que todos os sistemas olharão para uma mesma direção, munindo assim os sistemas de BI com as informações corretas.

O BI, como a espinha dorsal de sistemas legados, deve criar a arquitetura de ponta a ponta sempre com o foco de uma governança corporativa. Quanto mais estratégica a informação, mais necessidade de cruzamento e tratamento de dados.

E o que se espera em meio a toda essa mudança é o cumprimento do que, de fato, o Business Intelligence se propõe: analisar dados para tomadas de decisões assertivas, modelo esse que se torna um importante catalizador para se destacar nos negócios, principalmente num momento inseguro como este que estamos vivendo, que une as incertezas do mercado a uma realidade política mascarada.

*Eduardo Pugliesi é diretor de Inovação e de Business Intelligence da Divisão Enterprise Applications da Sonda IT, maior integradora latino-americana de soluções de Tecnologia da Informação.

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