Xiaomi começa a se movimentar para abrir seu capital

Por Redação | 15 de Janeiro de 2018 às 10h31
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A Xiaomi parece cada vez mais próxima de sua abertura de capital, com informações ainda não confirmadas indicando que a empresa já escolheu os bancos responsáveis por esse movimento. De acordo com relatos ainda não confirmados, os sempre queridinhos Goldman Sachs Group e Morgan Stanley foram os escolhidos pela companhia para liderarem seu IPO, que teria um valor estimado em US$ 100 bilhões.

Além da dupla, os bancos Credit Suisse e Deutsche Bank também estariam trabalhando na questão. A abertura de capital também já estaria sendo ventilada junto a possíveis interessados, de forma a garantir maior sucesso na empreitada e valorização assim que os papéis estiverem em negociação no mercado, algo que pode acontecer até o final deste ano.

Apesar de já estar em meio a conversas desse tipo, a marca chinesa ainda estaria em fase de avaliações, com muitos de seus investidores e diretores desejando vê-la atingindo uma avaliação de US$ 200 bilhões a tempo da oferta pública inicial. Esse total, entretanto, parece improvável dentro da linha do tempo desenhada pela Xiaomi, que não deseja esperar muito para começar a negociar suas ações junto a investidores em potencial.

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Ainda assim, mesmo com um valor abaixo do desejado por muitos dos executivos envolvidos, ainda estamos falando de uma das maiores aberturas de capital da história da tecnologia. Tão grande que deve ultrapassar o IPO da Alibaba, a gigante do e-commerce, que abriu suas ações na Bolsa de Nova York em setembro de 2014 angariando US$ 25 bilhões.

O foco da Xiaomi, claro, também está nos Estados Unidos, onde ela, inclusive, conta com uma grande parceria: a Huami, fabricante da linha Mi Band, uma das séries de produtos de maior sucesso da marca chinesa. A empresa já realizou os registros junto ao governo americano para abertura de suas ações no país, algo que pode indicar também uma aproximação da gigante.

Por enquanto, entretanto, nada confirmado oficialmente. Não se sabe, por exemplo, se a Xiaomi também já iniciou os trabalhos burocráticos e regulatórios, ou se aguarda o resultado de novas avaliações ou possíveis rodadas de investimentos para abrir seu capital com valores atualizados. Além disso, bancos chineses também estariam interessados em participar do IPO, com pressões locais obrigando a empresa a também abrir um espaço para eles.

Fonte: Bloomberg

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