Oracle apresenta resultado positivo, mas ações caem após previsão modesta

Por Felipe Demartini | 20 de Junho de 2018 às 11h25
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Um estudo de caso sobre o comportamento temperamental da Bolsa de Valores pôde ser sentido nesta terça-feira (19) pela Oracle. A empresa viu suas ações terem alta de mais de 4% após a divulgação de resultados financeiros positivos para, logo na sequência, ver esse movimento ser revertido para uma queda de 3,5% quando veio a previsão de que o próximo trimestre não deve ser tão estrelado em termos de ganhos financeiros.

Em uma apresentação feita a acionistas e investidores, a companhia apresentou os números referentes ao quarto trimestre de seu ano fiscal, encerrado em maio. Os dados são positivos e indicaram um faturamento de US$ 11,26 bilhões no período, acima das previsões de US$ 11,19 bilhões e 3% superiores ao registrado no ano anterior. O mesmo valeu para os ganhos por ação, que cumpriram as promessas da Oracle de que chegariam a “dois dígitos”. A valorização foi de USS$ 0,99 por cota, o equivalente a 11% em relação ao ano anterior, enquanto o mercado esperava algo na faixa dos US$ 0,94.

Os números mágicos também se refletiram no acumulado do ano. No ano fiscal de 2018, que para a Oracle começou em junho de 2017 e terminou em maio passado, a empresa teve um faturamento total de US$ 39,8 bilhões, que se equiparou à perspectiva dos analistas e representou um incremento de 6% em relação ao período anterior. Os ganhos por ação foram de US$ 3,12 no acumulado, acima da expectativa do mercado, que era de US$ 3,08.

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Enquanto os resultados favoráveis eram revelados, as ações subiam em valor nas negociações after-hours, que acontecem após o fechamento do pregão tradicional. A perspectiva de crescimento de 1% a 3% para o primeiro trimestre do atual ano fiscal foi considerada modesta, mas não interrompeu a movimentação positiva que levou as ações da Oracle a uma alta de 4%.

Aí, entretanto, veio a notícia agridoce de que, para o mesmo período, a companhia reduziria a perspectiva de ganhos por ação dos US$ 0,69 anunciados originalmente para US$ 0,67. Não por conta de problemas ou dificuldades, mas sim em um diferente padrão contábil que será aplicado a partir deste ano fiscal, levando a pequenas perdas por conta da variação cambial.

A notícia parece ter decepcionado os investidores, que não apenas reverteram o movimento de alta experimentado apenas minutos antes, como levaram as ações da Oracle a uma baixa de 3,5% em relação ao preço de fechamento do pregão. O valor reduzido anunciado pela companhia também colocou a previsão para ações abaixo da perspectiva do mercado, que era de ganhos na casa dos US$ 0,72 para o período.

Apesar disso, não existem motivos para preocupação. A transição para serviços de cloud computing continua de vento em popa e servindo como grande motor para os resultados financeiros da Oracle, que apresentou 8% de crescimento nessa categoria durante o ano fiscal de 2018. Outras mudanças aconteceram na forma como a companhia divulga seus resultados, anunciando que não mais divulgaria as receitas trimestrais oriundas de licenciamento de software, incluindo esse montante nas licenças de cloud computing e sistemas alocados em clientes.

Mesmo com o clima de otimismo, o sinal é amarelo para muitos analistas. A KeyBanc, por exemplo, reforçou a visão moderada sobre a situação da Oracle no mercado de ações, reforçando a ideia de que a empresa demorou demais para fazer a transição para a nuvem e, sendo assim, por mais que apresente crescimento, ele aparece a níveis inferiores em relação ao potencial do mercado e também na comparação com concorrentes como a Microsoft, Google e Amazon.

Fonte: CNBC, Business Insider

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