Dropbox estuda abertura de capital para o ano que vem

Por Redação | 16.08.2016 às 16:39

Depois de se tornar um dos principais serviços de cloud computing e armazenamento na nuvem, o Dropbox estaria prestes a abrir suas ações na Bolsa de Valores. Pelo menos, é isso que apontam fontes internas da empresa, que relatam o início de encontros dos diretores da companhia com analistas, especialistas e consultores, para verificação de um possível IPO que poderia acontecer já no começo do ano que vem.

Por mais que nenhuma decisão tenha sido tomada até o momento, a diretoria do Dropbox estaria em contato com os especialistas para verificar sua avaliação de mercado, perspectivas de crescimento com a abertura de capital e o interesse dos investidores em um movimento desse tipo. Uma decisão final, por outro lado, poderia ser tomada em breve.

As conversas marcam um possível redirecionamento por parte da diretoria do Dropbox. No fim do ano passado, o CEO do serviço, Drew Houston, afirmou que a empresa não tinha intenção de abrir o seu capital ao longo dos anos seguintes. O medo seria o de obter uma avaliação de mercado menor do que os US$ 10 bilhões obtidos na mais recente rodada de investimentos, realizada em 2014.

Seu principal concorrente, o Box, já tem ações em negociação na Bolsa desde 2015 e uma avaliação de US$ 1,7 bilhão, 29% abaixo do total obtido em sua última rodada de investimentos privados, realizada seis meses antes. Enquanto isso, 2016 vem se provando o ano mais lento em aberturas de capital para empresas de tecnologia desde 2008, com empresas como Spotify e Uber afirmando que estão pretendendo fazer isso, mas ainda segurando um anúncio oficial enquanto observam as flutuações do mercado.

Entra em jogo também a questão de o Dropbox ainda não ser uma empresa lucrativa, apesar de ter deixado o vermelho e começado a apresentar um balanço positivo em meados do ano passado. Empresas sem lucros não são incomuns na Bolsa de Valores, mas aqui, estamos falando de nomes como a Amazon, por exemplo, bem maiores e com mais serviços e valor do que a companhia de cloud computing. A mesma lógica, então, não se encaixaria aqui, e é por isso que Houston e outros diretores estariam consultando especialistas.

Em junho, a empresa revelou o recorde de 500 milhões de usuários registrados e utilizando seus serviços. Deste total, 200 mil empresas são pagantes de assinaturas corporativas, incluindo grandes nomes como a Adidas, que aderiu recentemente às ferramentas do Dropbox como sua escolha para a computação nas nuvens.

Entretanto, sobre a possível abertura de capital, o Dropbox não se pronunciou oficialmente. Mas se a intenção é mesmo abrir capital já no ano que vem, um anúncio não deve demorar a vir.

Fonte: Bloomberg