Controladora do Tinder estreia na Bolsa com alta de 22%

Por Redação | 20.11.2015 às 11:22

Apesar das trapalhadas do CEO do Tinder, Sean Rad, e de uma avaliação conservadora de analistas sobre o estado atual do mercado de sites de relacionamentos, as ações do Match Group estrearam com alta na Bolsa de Valores. A empresa começou a atuar no pregão nesta quinta-feira (20) e viu o preço de suas cotas fechando o dia com uma valorização de 22%.

A empresa que controla não apenas o Tinder, mas também o OkCupid e outras ferramentas para promover encontros entre as pessoas, veio com a intenção de levantar US$ 400 milhões na oferta inicial de ações. Com isso, começaram a vender os papeis a US$ 12 cada, um valor que foi mais do que suficiente, uma vez que o valor chegou a US$ 14,74 ao final do dia de negociações.

O plano deu certo e, de acordo com especialistas, o Match Group pode valer, hoje, cerca de US$ 4,2 bilhões. Em grande parte, essa subida consistente teria a ver com uma redução na idade média dos usuários – sites de relacionamento, normalmente, eram associados a solteiros na faixa dos 25 a 35 anos, mas o Tinder e seu foco nos dispositivos móveis mudou as coisas, trazendo uma grande parcela de usuários na casa dos 20 para a plataforma. Uma demografia que, claro, chamou bastante a atenção de anunciantes e parceiros comerciais.

Esse movimento, porém, ainda não parece ter começado com força. De acordo com os dados oficiais da empresa sobre o Tinder, por exemplo, atualmente são 9,6 milhões de pessoas ativas na plataforma. O faturamento entre janeiro e outubro de 2015 foi de US$ 753 milhões, um aumento de 16% em relação ao mesmo período do ano passado, mas oriundo principalmente das opções pagas disponíveis nos serviços, e que tende a crescer com a abertura de capital.

Apesar de estar comemorando o resultado, representantes do Match Group ainda estão cautelosos, principalmente com a volatilidade atual da bolsa digital Nasdaq. Como o processo de IPO é bastante longo e complexo, diversas flutuações podem acontecer desde o momento em que uma empresa decide abrir suas ações até o momento em que isso, efetivamente, é feito. Por isso, mesmo satisfeitos, os executivos exibem cautela ao falar que o negócio foi um sucesso.

Fonte: CNBC