Ashley Madison cansou de ganhar dinheiro com infidelidade e vai para a Bolsa

Por Redação | 16 de Abril de 2015 às 11h07

O Ashley Madison, o maior site de relacionamentos extraconjugais do mundo, está pensando em abrir seu capital para conseguir levantar o equivalente a cerca de R$ 440 milhões para explorar a crescente demanda por seus serviços.

Mesmo com 50% do seu tráfego proveniente dos Estados Unidos, a empresa por trás do site cujo lema é "a vida é curta; tenha um caso" pretende realizar sua oferta pública inicial (IPO) em Londres, uma vez que outros países possuem "padrões morais mais elevados".

"A Europa é a única região onde temos chances reais de fazer um IPO [devido à sua atitude mais liberal em relação ao adultério]", explicou Christoph Kraemer, chefe de relações internacionais do Ashley Madison. "Nós não somos mais um nicho, mas tem sido difícil encontrar apoio para abrir nosso capital na América do Norte".

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O site de infidelidade teve uma receita de US$ 115 milhões no ano passado, sendo a maior parte desse capital proveniente de cobranças aos usuários do sexo masculino, que, em seguida, usam os créditos obtidos para conversar com mulheres. Atualmente, a empresa estima valer em torno de US$ 1 bilhão.

Essa é a segunda vez que o site tenta ser listado na Bolsa de Valores. Em 2010, a empresa lançou um IPO em Toronto, no Canadá, mas a tentativa foi frustrada devido à falta de investidores. Essa falha não é muito surpreendente, considerando o histórico de reações dos investidores dos Estados Unidos e Canadá em relação às ações de empresas ligadas a atos considerados imorais, tais como adultério, pornografia ou obscenidade.

Um dos casos mais famosos é o do site de namoro online FriendFinder Networks, que foi renomeado a partir do Penthouse Media Group. Em 2010, o IPO do FriendFinder foi classificado como um dos maiores fracassos da história da tecnologia. Na ocasião, a empresa esperava arrecadar US$ 220 milhões, mas seu IPO acabou sendo arquivado e ela faliu em 2013.

Se depender dos executivos do Ashley Madison, o destino do seu site será bem diferente. "Neste momento, o nosso foco é fazer o nosso dever de casa em Londres. É a nossa prioridade e a nossa segunda tentativa de IPO tem que dar certo. Nós não queremos repetir o que aconteceu na primeira vez".

O Ashley Madison afirma ser o segundo maior site de encontros do mundo, atrás apenas do Match.com. Atualmente, ele conta com 36 milhões de membros em 46 países ao redor do mundo. No Brasil, o Ashley Madison possui mais de 2 milhões de usuários inscritos.

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