Apesar do coronavírus, ações da Apple têm alta de quase 10%

Por Rafael Arbulu | 03 de Março de 2020 às 15h25
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Depois de amargar repetidas quedas devido a preocupações relacionadas à COVID-2019 — popularmente conhecido como “coronavírus” — a Apple obteve um bom percentual de alta no valor de suas ações, chegando à marca de 9,3% hoje cedo (3/3). Ainda não se sabe o motivo exato que levou a esse ganho, mas especulações apontam para três fatores essenciais:

A Apple promoveu a venda de alguns recursos próprios a preços de baixo custo para compensar a deficiência de produção advinda da China, o “berço” do vírus. Inicialmente apreensivos com a medida, os investidores da empresa, de ontem para hoje, passaram a enxergá-la como uma “reação exagera” a uma situação que, para todos os efeitos, parece ser de curto prazo.

O CEO da Apple, Tim Cook: líder da empresa acredita que o impacto causado pelo coronavírus será de curto prazo — analistas antecipam uma recuperação rápida da Apple no cenário econômico global

O CEO da Apple, Tim Cook, vem dizendo de forma veemente que a empresa enxerga o impacto causado pela COVID-2019 como um problema não duradouro, afirmando na última semana que a China parece estar recuperando o controle. Recentemente, um comunicado de uma empresa adicionou peso à essa percepção: a Foxconn, parceira de fabricação e montagem da Apple, disse que espera voltar à escala normal de produção até o final de março de 2020.

Em segundo lugar, uma matéria veiculada pela agência de notícias Reuters ressaltou que diversos governos do mundo estão trabalhando em medidas que devem aliviar o impacto global do vírus: “Falando abertamente, o índice S&P 500 saltou 2,8% em resposta à percepção dos investidores de que estímulos dos bancos centrais serviriam para minimizar o impacto econômico do coronavírus”, diz a matéria.

Finalmente, o banco de investimentos e serviços financeiros Oppenheimer afirmou, por meio de comunicado, que a Apple parece ser a empresa mais preparada para reverter eventuais problemas econômicos e financeiros causados pela COVID-2019 em relação aos seus concorrentes: “Nossas avaliações limitadas indicam que a Apple se provará mais resistente que outras [companhias] no mundo, conforme empresas globais devem lidar com mudanças causadas pela incerteza das demandas do consumidor e alterações de cadeias de fornecimento”, diz o comunicado, assinado pelo analista financeiro Andrew Uerkwitz.

Segundo informações da Reuters, bancos centrais devem criar medidas para amortecer o impacto global do coronavírus, sinalizando recuperação rápida do mercado

No que tange a parcerias, a Apple também aparenta estar em uma posição bem mais confortável que seus concorrentes, já que a empresa vem assegurando a saúde de suas linhas de produção graças a acordos firmados com empresas que criem componentes feitos exclusivamente para os dispositivos da gigante de Cupertino. Embora não exclusivas, essas produtoras de componentes ainda estão em fases primárias de acordos com outras fabricantes de aparelhos eletrônicos, enquanto a Apple está mais avançada nesses relacionamentos.

Vale citar: a Apple já vinha gozando de uma alta de 66% no valor de suas ações ao longo do ano de 2019, graças ao foco dado pela empresa em sua linha de serviços para o consumidor — marcado pelo lançamento de plataformas como o Apple TV+ e a ampliação da presença de mercado do Apple Music, entre outras soluções.

Fonte: 9to5Mac (1) (2); Reuters; Market Watch

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