Ações de fornecedores caem após Trump dizer que Apple deveria fabricar nos EUA

Por Carlos Dias Ferreira | 10 de Setembro de 2018 às 19h00
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Ficha técnica

Diversos fornecedores de componentes para produtos da Apple tiveram suas ações derrubadas depois de uma “alfinetada” de Donald Trump direcionada a Cupertino. Em mensagem via Twitter, o presidente dos EUA afirmou que a gigante de tecnologia deveria fabricar seus produtos nos limites do país, caso realmente queira evitar as onerosas tarifas sobre produtos chineses.

O comentário foi uma resposta ao prognóstico da Maçã, que disparou recentemente a autoridades comerciais estadunidenses que as tarifas propostas por Washington para os produtos asiáticos (sobretudo chineses) acabariam por elevar os preços de uma “ampla gama” de produtos, tais como o Apple Watch – curiosamente, nenhuma menção ao iPhone foi feita.

Em números levantados pela agência de notícias Reuters, a troca de farpas fez cair em aproximadamente 10% as ações de companhias como a Luxshare Precision, a Shenzhen Sunway Communication e a Suzhou Dongshan Precision Manufacturing. Já os papéis da Lens Technology, da Universal Scientific Industrial Xangai e da Suzhou Anjie Technologie recuaram entre 6% e 8%.

Também a taiwanesa ASE Technology Holding, que tem na Apple uma de suas principais clientes, teve suas ações negociadas em queda de 8%; já os papeis da Foxconn e da Pegatron recuaram 3,4% e 4%, respectivamente. Também a AAC Technologies, com ações negociadas em Hong Kong, caiu mais de 5%. Nem mesmo empresas japonesas escaparam do temor especulativo: as ações da Nissha caíram 0,4%, enquanto a Japan Display e a Sharp viram suas ações caírem quase 1%.

A fabricante taiwanesa de componentes eletrônicos Foxconn foi uma das afetadas pelo tweet de Donald Trump; novas taxas aplicadas a produtos chineses deixou todo o setor de tecnologia em polvorosa. (Imagem: reprodução/Foxconn).

Impacto maior sobre setores de tecnologia

Conforme apontou a Reuters, o setor de tecnologia deve ser um dos principais prejudicados pela lista tarifária de US$ 200 bilhões proposta por Washington para importações chinesas. Isso porque as peças utilizadas na manufatura de computadores e afins se tornariam consideravelmente mais caras, gerando efeito em toda a cadeia produtiva.

De qualquer forma, Trump já sinalizou que está pronto para aplicar as tarifas a praticamente tudo o que vier da China; de fato, o presidente ainda ameaça impor novas taxas sobre outros US$ 267 bilhões de bens. "As pessoas estão em pânico hoje”, afirmou à agência o analista da JihSun Securities Investment Consulting Kevin Chung. “Olhando para o futuro, o foco deve ser em como o mercado reagirá depois que a Apple lançar seus novos modelos.”

Fonte: Reuters

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