Ações da Qualcomm caem após rumores do fim da parceria com a Apple

Por Redação | 06 de Fevereiro de 2018 às 09h57
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Os rumores de que a Apple estaria finalizando sua parceria com a Qualcomm para adotar a Intel como fabricante de modems para a próxima geração de iPhones gerou reflexos nas ações da companhia na Bolsa. Nesta segunda-feira (05), os papéis da fabricante de chips caíram mais de 4%, refletindo a perda de um aliado importante, com quem a companhia já trabalhava há anos.

A informação não foi confirmada oficialmente, mas já era esperada há meses. Apple e Qualcomm se encontram em meio a uma grande batalha judicial que envolve royalties, tecnologias registradas e diversas bravatas, além de atitudes voltadas para minar o desempenho uma da outra em retaliação às acusações que são feitas nos tribunais.

De um lado, a Qualcomm diz que a Apple utilizou tecnologias registradas, sem autorização e o devido pagamento, em iPhones e iPads, o que motivou a abertura de um processo judicial e até um pedido para que a importação dos aparelhos fabricados na China fosse proibida. O pedido foi negado, mas, ainda assim, encontra-se em andamento uma ação que envolve milhões de dólares em indenização.

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Do outro lado, a Maçã respondeu afirmando que as tecnologias são uma pequena parcela do produto, o que torna a alegação não justificada, e ainda afirmou que a agora rival pesa a mão para manter sua dominância sobre o mercado de chips, cobrando royalties altíssimos de quem não usa seus processadores. Para conter o problema, a empresa de Cupertino ordenou que seus parceiros de fabricação interrompessem o pagamento de direitos, realizando o depósito dos valores em uma conta separada para esse fim enquanto, na justiça, procura obter uma renegociação destes custos.

Diante de tudo isso, a separação entre as duas companhias já era bastante aguardada, mas os rumores de que ela deve acontecer já em 2018 balançaram as ações da Qualcomm. Elas fecharam o pregão de segunda-feira valendo US$ 61,73 cada, uma queda de 4,34%. Sinais de recuperação, entretanto, aparecem na movimentação pré-abertura dos trabalhos nesta terça (06), com uma ligeira alta de 1,97%.

Os reflexos da notícia, entretanto, não foram tão sentidos nos papéis da Intel, que ainda estão em processo de estabilização após uma grande alta obtida no final de janeiro, com a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2017. A empresa revelou ganhos por ação de 25% no período, o maior valor obtido desde setembro de 2000, o que levou os papéis a uma valorização de mais de 8% ao longo dos últimos dias.

O mercado não precisa de informações oficiais para se movimentar, mas a expectativa é que a calmaria o atinja nesta terça. Apple e Qualcomm não falaram oficialmente sobre uma possível separação, assim como a Intel não confirmou ser a parceira preferencial para a geração 2018 do iPhone.

Fonte: Reuters

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