Empresa chinesa pode fazer maior IPO da história

Por Redação | 07 de Maio de 2014 às 16h17

Nesta terça-feira (6) a Alibaba, maior empresa de e-commerce da China, entrou com processo de abertura de capital nos Estados Unidos estimando arrecadar US$ 1 bilhão (R$ 2,22 bilhões). De acordo com o Mashable, no entanto, especialistas acreditam que a companhia deve levantar entre US$ 15 e U$ 20 bilhões (R$ 33,34 a R$ 44,45 bilhões), o que a tornaria dona do maior IPO desde o Facebook (que foi de US$ 16 bilhões) ou mesmo da história – atualmente, o maior valor arrecadado em um IPO foi o da empresa de cartão de créditos Visa, que foi de US$ 17,86 bilhões.

A primeira estimativa, feita pela empresa em seu registro de abertura de capital, está muito abaixo do esperado por investidores exatamente pelo tamanho da Alibaba: fundada em 1999, a empresa é hoje o maior e-commerce da China, com receita de US$ 3 bilhões (R$ 6,67 bilhões) no quarto bimestre de 2013, sendo que pouco menos de US$ 2,4 bilhões foram em lucros.

A companhia consiste principalmente de dois sites: o Taobao, que é uma versão chinesa do eBay, e o Taobao Mall (TMall), um website de compras em geral. A estimativa é que os dois juntos tenham movimentado cerca de US$ 240 bilhões (R$ 533,49 bilhões) em vendas no ano passado. Além desses sites, a Alibaba também já investiu em uma loja de departamentos, no aplicativo Tango e no Weibo, uma versão chinesa do Twitter que recentemente foi a público.

No registro de IPO, a empresa destacou como seus potenciais fatores de risco a perda de executivos importantes como Jack Ma (fundador da Alibaba), a desaceleração do crescimento do mercado de varejo na China e a falta de confiança na infraestrutura de internet do país.

"Nosso crescimento de receita pode desacelerar ou nossas receitas podem cair por outras razões, incluindo a diminuição dos gastos de consumidores, aumento de competição, crescimento lento do varejo na China ou na indústria de varejo online da China, mudanças nas políticas do governo ou condições gerais da economia", destacou o registro.

Os bancos que irão coordenar a abertura de capital são Credit Suisse, Deustche Bank, Goldman Sachs, JPMorgan, Morgan Stanley e Citigroup. A empresa ainda não especificou se vai negociar suas ações na New York Stock Exchange (NYSE) ou na Nasdaq. De acordo com o Estadão, especialistas apostam que deva ser na NYSE.

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