Alibaba levanta US$ 21,8 bilhões em ações

Por Redação | 19 de Setembro de 2014 às 12h39

US$ 21,8 bilhões. É esse o valor total que a Alibaba, a gigante asiática do e-commerce, levantou em sua oferta inicial de ações na Bolsa de Valores de Nova York, que teve início nesta quinta-feira (18). Com cotas iniciais sendo vendidas a US$ 68 cada, a empresa não garante o título de maior abertura de capital já feita na história, mas bate o recorde entre as empresas de tecnologia, deixando para trás gigantes do porte da Amazon, Twitter, eBay e Facebook.

A decisão sobre o valor inicial das ações saiu na tarde de ontem e, de acordo com as informações do jornal americano The New York Times, coloca a companhia com um valor médio de US$ 168 bilhões, mais alto que a soma do eBay, Twitter e LinkedIn. Levando tudo isso em conta, não é de surpreender que a chegada da gigante chinesa ao território ocidental esteja chamando todas as atenções do mercado financeiro global.

Sempre existe a possibilidade de que esses números cheguem a mudar, para mais, e levem a Alibaba à primeira colocação. É o que chamam de “green shoe”, um jargão do mercado financeiro que permite a ampliação na oferta inicial de ações caso a demanda se prove maior do que o total de cotas fixadas inicialmente pelas companhias e investidores. Nesse caso, mais papéis no valor de US$ 68 podem ser colocados à disposição do mercado, fazendo crescer seu valor inicial.

A antecipação pela abertura do pregão já levou muitas firmas de investimentos a prepararem altas ordens de compra para esta sexta-feira. Um fundo, em particular, separou US$ 3 bilhões de seus clientes exclusivamente para a aquisição de ações da Alibaba, na expectativa dos ganhos que devem ultrapassar a marca dos 30% apenas no primeiro dia, batendo a marca dos US$ 80 por ação.

Grandes donos de cotas da Alibaba também estão em estado de êxtase para a abertura do pregão. O CEO e fundador da empresa Jack Ma deve ver suas fortunas se transformarem em US$ 13,1 bilhões com o IPO, enquanto o Yahoo, que mantém uma bela parcela acionária na empresa, deve levar US$ 27,3 bilhões.

O mesmo vale para diversos funcionários e ex-empregados da companhia, que receberam participações nela há anos e, agora, podem se transformar em novos ricos chineses. É um movimento que, inclusive, está chamando a atenção de firmas de investimento na China, que esperam a chegada de diversos novos investidores que, empolgados com os ganhos repentinos, podem desejar entrar de cabeça no mercado financeiro.

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