Suicídio transmitido no Periscope será investigado por autoridades francesas

Por Redação | 11 de Maio de 2016 às 11h09

Autoridades francesas abriram uma investigação sobre a morte de uma jovem em Paris que foi transmitida ao vivo através do aplicativo Periscope, de propriedade do Twitter. Segundo informações, a mulher, que não teve seu nome revelado, teria cometido suicídio. Antes do ato, ela falou sobre sua angústia e saúde mental durante a transmissão, antes de saltar em frente a um trem na estação Egly, cerca 40 quilômetros ao sul da capital francesa.

O vídeo foi transmitido no dia 10 de maio, por volta das 16h30, horário local. Em alguns trechos do vídeo, disponíveis no YouTube, é possível ver a jovem de 19 anos falando calmamente em seu apartamento. Ela se identificou como uma funcionária de uma casa de repouso e disse aos seus mais de 1.200 telespectadores que o vídeo tinha como objetivo "abrir a mente" das pessoas.

"Uma investigação sobre as causas da morte foi aberta e confiada à unidade de investigação Palaiseau", disse Eric Lallement, promotor local, em um comunicado. "Ela, supostamente, enviou um SMS a um de seus parentes próximos, alguns minutos antes de sua morte, para avisar sobre suas intenções", disse Lallement. O promotor acrescentou que os investigadores estão examinando o telefone da mulher e as informações que foram transmitidas pelo Periscope.

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Infelizmente, atos de violência em serviços de streaming ao vivo estão cada vez mais comuns. No mês passado, uma mulher de 18 anos e um homem de 29 anos, nos Estados Unidos, foram acusados de sequestro, estupro e agressão sexual depois de terem transmitido ao vivo a agressão sexual a uma jovem de 17 anos no Periscope. Ambos negaram as acusações, mas os investigadores afirmaram que a mulher que filmou a agressão estava rindo e nunca ligou para qualquer serviço de emergência.

Ao ser solicitado para comentar sobre o caso de Paris, um porta-voz do Twitter disse que a empresa "não comenta sobre contas individuais por razões de privacidade e segurança".

Fonte: The Verge

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