Kuwait torna obrigatório registro de DNA de todos os seus residentes

Por Redação | 20 de Julho de 2015 às 09h53

Em consequência de um ataque terrorista ocorrido no dia 26 de junho no Kuwait, o governo do país aprovou, no último dia 13, uma lei bastante controversa que torna obrigatório que todos os residentes façam um exame de DNA e tenham suas informações armazenadas em um bando de dados nacional.

A lei foi aprovada no dia 1º de julho e visa auxiliar empresas de segurança a agirem de forma mais rápida nas prisões no país. O ataque terrorista na Cidade do Kuwait deixou 26 mortos e pelo menos 227 pessoas feridas em uma mesquita e foi atribuído ao grupo terrorista Estado Islâmico (EI). Segundo autoridades, o assalto teria sido cometido por Fahd Suleiman Abdulmohsen al-Qabaa, um saudita nascido em 1992.

Parlamento do Kuwait

Parlamento do Kuwait, que aprovou a lei no dia 1º de julho.

Apesar de parecer uma medida sensata na ótica da segurança, já que vai facilitar futuras prisões em casos de terrorismo e outros crimes, a nova lei também atrai bastante controvérsia por parte da ética e da privacidade dos cidadãos.

A coleta de DNA de indivíduos não é algo novo e países como EUA, Reino Unido e Austrália armazenam amostras do material genético de criminosos - ou, no caso dos EUA, de qualquer um que tenha sido preso mesmo que não condenado, pessoas desaparecidas e seus familiares e pessoas mortas.

O caso do Kuwait é inédito pois obriga toda a população - cerca de 4,2 milhões de habitantes - a realizar o exame e levanta diversas preocupações sobre como o governo poderá utilizar as informações genéticas no futuro.

O projeto todo vai custar cerca de US$ 400 milhões e a pena para quem se recusar a realizar o exame é bem severa, com 1 ano de prisão e multa de até US$ 33 mil. Para quem apresentar uma amostra de DNA falsa a pena é de até 7 anos de prisão.

Via Science Alert e AFP

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