Jovem desaparecido no Acre deixou 'chave' para decifrar livros criptografados

Por Redação | 05.04.2017 às 17:19
photo_camera Divulgação

Nesta semana, um mistério está intrigando os brasileiros. Um jovem de 24 anos, interessado pela existência de seres extraterrestres, desapareceu em Rio Branco, Acre.

Bruno Borges, estudante de psicologia, foi visto pela última vez na segunda-feira (27) durante um almoço em família. Após o desaparecimento, o pai do rapaz, Athos Borges, notou que Bruno havia retirado os móveis do quarto e os substituído por uma estátua do filósofo Giordano Bruno e 14 livros escritos à mão criptografados. Além disso, trechos das obras também foram copiados nas paredes e no chão do cômodo.

Toda a situação deu margem a uma série de especulações, principalmente aos teóricos da conspiração. Agora, mais uma novidade se junta ao caso: aparentemente Bruno deixou uma "chave" para decodificar os livros. De acordo com as informações, foram utilizados ao menos quatro códigos diferentes para a escrita dos 14 textos.

Gabriela Borges, irmã mais velha do rapaz, declarou que o guia para a criptografia foi encontrado facilmente e que alguns conteúdos já foram decifrados. "Algumas coisas já conseguimos traduzir, mas é muito conteúdo. Alguém que fosse especializado talvez pudesse tentar fazer de uma forma mais rápida, mas tem muita gente nos procurando e estamos com dificuldade de distinguir quem realmente entende e quem é curioso", explicou.

Segundo o código de decodificação, um dos livros recebeu o título de "A teoria da absorção do conhecimento", que fala sobre questões de cunho filosófico, como a procura pela "verdade absoluta", conforme revelações de Gabriela.

Há algum tempo Bruno havia pedido para sua mãe, Denise, que patrocinasse um projeto no qual estava trabalhando desde 2013. "Ele dizia que era secreto e não dei o dinheiro. Então, começou a procurar pessoas que acreditassem nele sem contar o que era o projeto. Só me falava que estava escrevendo 14 livros que iriam mudar a humanidade de uma forma boa", ressaltou a mãe.

Uma das possibilidades é que Bruno Borges tenha sumido para continuar as obras de Giordano Bruno, mas ainda não há informações sobre o seu paradeiro.

Página decodificada

Possivelmente a revelação da "chave" auxilie na resolução do mistério. Uma das páginas de um dos livros escritos por Bruno foi divulgada nas redes sociais, junto com a sua tradução.

Caminho difícil

Por milhares de anos o ser humano vem tentando encontrar respostas para perguntas como 'qual o sentido da vida'? A filosofia que, ao que tudo indica, parece ter se iniciado com Tales de Mileto em meados de 700 a.C. visa encontrar vestígios de perguntas sem respostas. A pesquisa profunda pela verdade absoluta advém da filosofia, e quando falamos a respeito de caminhos fáceis ou difíceis estamos nos referindo a esse tipo de teorema.

É fácil aceitar o que desde criança te ensinaram que é errado. Difícil é, quando adulto, entender que te ensinaram errado o que desde criança você suspeitou que fosse correto. Em outras palavras, se você se enquadra em algum cujos estímulos do meio lhe determinaram certo comportamento, fazendo com que estivesse à mercê de crenças já providas e bem estabelecidas em dogmas e rituais, com uma massa concentrada de pessoas nela; ou permitindo-o ficar no conformismo, aceitando o conceito de felicidade e de sentido da vida embutido pela mídia e pela sociedade, então claramente você faz parte do caminho fácil para a busca da verdade absoluta.

Acaso se enquadre na segunda opção, ou seja, aquele que suspeitava de todo conjunto de crenças que lhe foi enraizado, então este tem tudo para ser um investigador da veracidade nas coisas ao seu redor, entrando em um caminho mais complicado, no qual uma minoria se arrisca ou enfrenta com bravura.

O caso está sendo investigado pela polícia civil do Acre sob sigilo. "A polícia nos fala que continuam procurando. Todos os dias temos falado com o delegado. Eles não divulgam o que estão fazendo, porque dizem que pode atrapalhar o rumo das investigações", ressalta a irmã de Bruno.

Com informações do G1 e Decifre o livro